A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), afirmou que o município passou a contar com apoio direto do governo federal após as fortes chuvas que atingiram a cidade. Segundo ela, recebeu telefonemas do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e do presidente Lula, que está em viagem internacional.
“Recebemos um telefonema do presidente Geraldo Alckmin, colocando o governo federal à nossa disposição. Logo após, recebi um telefonema do presidente Lula, que estava embarcando para os Emirados Árabes, mas fez questão de dizer que está conosco”, relatou, em entrevista concedida ao Portal Acessa.com.
De acordo com a prefeita, três medidas concretas já foram anunciadas pelo governo federal. A primeira é o envio da Defesa Civil Nacional, com recursos, ajuda humanitária e equipes técnicas para auxiliar nas vistorias e nos trabalhos locais. “A Defesa Civil Nacional está se deslocando para cá com recursos, com ajuda humanitária e com quadros técnicos para ajudar o nosso pessoal a fazer as vistorias”, explicou.
A segunda medida é o deslocamento da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Margarida, um grupo de profissionais de saúde chega ainda nesta tarde à cidade. “Não só para apoiar os atendimentos que forem necessários, mas também com um conjunto de profissionais de psicologia, para atender essas famílias que perderam seus entes queridos ou seus bens”, afirmou.
A terceira ação é o reconhecimento da situação de calamidade pública em nível nacional. “Decretar Juiz de Fora como calamidade nacional facilita que tenhamos acesso a condições legais que nos permitem responder com mais precisão”, destacou.
A prefeita informou ainda que, neste momento, cinco núcleos operacionais estão em funcionamento e que engenheiros do município estão nas ruas realizando vistorias em imóveis e áreas afetadas. “Qual é a coisa mais preciosa que temos? É salvar vidas”, enfatizou.
Margarida também abordou a dificuldade enfrentada pelas equipes da Defesa Civil para retirar moradores de áreas de risco. Segundo ela, muitas famílias resistem a deixar suas casas, mesmo diante do perigo. “As pessoas são muito relutantes a abandonar a sua moradia. Psicologicamente e socialmente, não é simples alguém dizer ‘saia da sua casa’. É a casa que a pessoa tem”, afirmou.
De acordo com a prefeita, em alguns casos é necessário enviar brigadas para convencer moradores a sair. “Às vezes precisamos mandar uma brigada. Tira uma pessoa, a outra não quer sair. Dizem: ‘não vai cair aqui, aqui está bem’. Essa é uma situação normal”, relatou.
Ela reforçou que os alertas continuam sendo enviados por meio dos sistemas oficiais, inclusive com mensagens sonoras nos celulares, e que as equipes seguem mobilizadas para evitar novas vítimas.
