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Zema diz que entregas do metrô seguem critérios técnicos: ‘não há nenhuma questão eleitoral’

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Zema disse que o prazo acabou coincidindo com o período final de seu mandato, o que pode gerar interpretações equivocadas sobre o calendário das entregas (Arthur Albuquerque/98)

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Durante a apresentação do primeiro de dez novos trens que serão incorporados ao Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte até 2026, nesta quinta-feira (5/2), o governador Romeu Zema afirmou que as obras e entregas do governo estadual seguem um cronograma técnico e não têm relação com interesses eleitorais.

Segundo Zema, os investimentos em infraestrutura anunciados agora são resultado de um planejamento iniciado ainda no começo de sua gestão e envolvem projetos de longa duração. O governador destacou que, em muitos casos, o intervalo entre o início das obras e a entrega final chega a cinco ou seis anos.

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De acordo com ele, esse prazo acabou coincidindo com o período final de seu mandato, o que pode gerar interpretações equivocadas sobre o calendário das entregas. Zema reforçou que não houve interferência política para antecipar ou atrasar obras com fins eleitorais. “As decisões são técnicas e sempre prevaleceram”, afirmou.

O governador também ressaltou que haverá mais entregas de projetos estruturantes após a sua saída do governo do que durante o mandato. Segundo ele, se a prioridade fosse apenas apresentar resultados imediatos, muitas obras sequer teriam sido iniciadas. “Daqui a cinco anos, ainda estarão sendo entregues projetos que foram planejados nesta gestão, independentemente de eleição ou de quem estiver no governo”, disse.

Como exemplo do planejamento de longo prazo, Zema citou os investimentos no metrô da capital. O sistema passa por um processo de renovação da frota, que inclui a chegada de novos trens até o fim de 2026, além de obras de modernização na Linha 1 e a implantação da Linha 2, que deve ligar o Barreiro à região Oeste de Belo Horizonte.

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Parte dos recursos destinados às intervenções no metrô vem do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho, firmado em 2021, para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem da Vale, ocorrido em 2019, que deixou 272 vítimas e provocou impactos ambientais e socioeconômicos em Minas Gerais.

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