Um ex-diretor de engenharia da Meta afirmou que Mark Zuckerberg participava diretamente das principais decisões da empresa e ajudou a estabelecer uma cultura que teria dificultado medidas para proteger crianças e adolescentes no Facebook e no Instagram.
Arturo Béjar, primeira testemunha do julgamento realizado na Califórnia, disse que mudanças relevantes nos produtos dependiam da aprovação de Zuckerberg por causa da estrutura hierárquica da Meta. A empresa contesta as declarações do ex-funcionário e nega ter colocado crescimento e engajamento acima da segurança dos usuários.
O que disse o ex-diretor da Meta
Segundo Arturo Béjar, Mark Zuckerberg tinha influência direta sobre decisões importantes relacionadas aos produtos da Meta.
O ex-diretor afirmou que a estrutura da companhia concentrava decisões relevantes no CEO e que a cultura interna dificultava mudanças voltadas à segurança de crianças e adolescentes.
Béjar também sustenta que a Meta priorizava crescimento e engajamento enquanto ferramentas de proteção aos usuários mais jovens recebiam menos atenção.
O que está em jogo no julgamento
O processo discute se a Meta desenvolveu recursos do Facebook e do Instagram para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes e se enganou consumidores sobre a segurança das plataformas.
A coalizão de estados também acusa a companhia de coletar ilegalmente dados pessoais de menores de 13 anos. A Meta rejeita as acusações e afirma que adotou medidas para proteger usuários mais jovens.
Zuckerberg deve depor
O julgamento ocorre em Oakland, na Califórnia, e deve durar cerca de seis semanas. A expectativa é que Mark Zuckerberg também seja chamado a depor durante o processo.
