A agora ex-diretora do Museu do Louvre, Laurence des Cars, renunciou ao cargo quatro meses após o assalto que marcou uma das instituições culturais mais importantes do mundo. Quem assumirá a gestão da instituição é o historiador da arte Christophe Leribault, que agora tem o desafio de restaurar a reputação de um dos museus mais famosos do planeta. A informação é da NBC News.
O roubo do Louvre aconteceu em outubro do ano passado, quando criminosos invadiram o museu, em Paris, e levaram joias históricas avaliadas em cerca de US$ 102 milhões, pouco mais de meio milhão de reais. A investigação deu conta de que os assaltantes conseguiram burlar os sistemas de segurança e utilizaram ferramentas elétricas para acessar as peças. Uma parte dos suspeitos foi presa, mas os itens roubados ainda não foram recuperados.
Ao comentar o caso, Des Cars classificou o episódio como uma “realidade trágica, brutal e violenta” e afirmou que, como responsável pela instituição, considerava correto colocar o cargo à disposição. Ela estava à frente do Louvre desde 2021 e foi a primeira mulher a dirigir o museu.
Leribault assume a responsabilidade de fazer melhorias na segurança do Louvre, e chega com muita experiência na bagagem. Ele já esteve à frente de outros grandes museus franceses, como o Petit Palais, o Musee D’Orsay e o Palácio de Versalhes, no qual teve o cargo mais recente.
Louvre em má fase
Após o roubo, a gestão passou a enfrentar críticas relacionadas às falhas de segurança expostas pelo crime. De acordo com a mídia local, a instituição também vinha lidando com outros desafios recentes, como danos causados por inundação, paralisações de funcionários e investigações envolvendo fraudes na venda de ingressos.
O presidente da França, Emmanuel Macron, aceitou a renúncia e afirmou que a decisão representa “um ato de responsabilidade num momento em que o maior museu do mundo precisa de estabilidade e de um forte novo impulso para concluir importantes projetos de segurança e modernização com sucesso”.