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Novo mapa–múndi busca corrigir tamanho da América do Sul, África e Ásia

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Andreza Miranda

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Novo mapa–-múndi pretende corrigir regiões representadas em tamanhos menores do que são (Foto: Reprodução)

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Um novo mapa-múndi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas busca corrigir uma distorção na representação do tamanho de regiões como África, América do Sul e Sul da Ásia. A proposta, liderada pelo Togo e outros países africanos, foi analisada nessa sexta-feira (4/9) pela ONU (Organização das Nações Unidas) e recebeu apoio de 164 países.

Apenas os Estados Unidos votaram contra a iniciativa, enquanto seis países se abstiveram. A proposta, intitulada “Corrija o mapa”, pretende incentivar uma representação cartográfica considerada mais justa de diferentes regiões do planeta.

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Segundo a ONU, a mudança tem como objetivo “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”. Durante o discurso antes da votação, o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, afirmou que a aprovação representa uma defesa da “verdade científica” e da equidade na representação dos povos.

Por que o mapa-múndi será alterado?

A discussão envolve principalmente a chamada projeção de Mercator, criada em 1569 para auxiliar a navegação. O modelo passou a ser amplamente utilizado em materiais educacionais, meios de comunicação, plataformas digitais e documentos oficiais.

O problema está na forma como essa projeção representa as áreas próximas aos polos. A distorção aumenta visualmente as massas de terra localizadas ao Norte e ao Sul da Linha do Equador, fazendo com que algumas regiões pareçam maiores do que realmente são.

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Na avaliação dos países africanos que apoiam a proposta, essa representação contribuiu para a manutenção de uma visão desequilibrada do mundo. A iniciativa defende, portanto, uma mudança na forma como os continentes são apresentados visualmente.

Os defensores do novo mapa-múndi argumentam que a alteração não representa apenas uma questão cartográfica. Para eles, os mapas também influenciam a maneira como as pessoas compreendem o espaço geográfico e as diferentes sociedades.

Novo mapa-múndi usa projeção considerada mais precisa

A União Africana apresentou o modelo chamado “Terra Igual” como alternativa à projeção de Mercator. A proposta busca representar de maneira mais precisa as dimensões dos continentes.

De acordo com os argumentos apresentados à ONU, mapas são ferramentas importantes para a educação, a ciência e a cultura, além de influenciarem a percepção do mundo e o imaginário coletivo.

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A organização afirma ainda que as distorções cartográficas podem produzir impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos. A adoção de uma nova representação seria, nesse sentido, uma forma de enfrentar vieses históricos.

A expectativa da ONU é que a aprovação da resolução estimule governos, organizações internacionais e outras instituições a considerar o modelo “Terra Igual” em suas representações cartográficas.

A discussão também foi relacionada ao Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros da ONU em 2024. O documento defende a necessidade de enfrentar desigualdades históricas e estruturais e combater diferentes formas de discriminação.

Com Agência Brasil

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Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e produtora multimídia da Rede 98 desde 2024. Foi repórter no Portal BHAZ de 2020 a 2024. Participou de três reportagens premiadas pela CDL/BH (2021, 2022 e 2024); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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