A Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos desde o início da guerra contra a Ucrânia, segundo autoridades ucranianas. Entre quarta-feira (13) e esta quinta-feira (14), Moscou lançou 1.567 drones contra Kiev e outras regiões do país, de acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.
Pelo menos 27 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos bombardeios.
Kiev foi principal alvo dos ataques
A capital ucraniana concentrou a maior parte dos ataques registrados durante a madrugada. Segundo o Serviço de Emergência da Ucrânia, ao menos 21 pessoas morreram em Kiev, entre elas três crianças.
O prefeito da cidade, Vitali Klitschko, decretou luto oficial para esta sexta-feira (15).
Imagens divulgadas por agências internacionais mostram prédios destruídos e equipes de resgate atuando entre os escombros de edifícios residenciais atingidos pelos ataques russos.
Zelenskyy critica fala de Putin sobre fim da guerra
Os ataques ocorreram poucos dias após o presidente russo, Vladimir Putin, afirmar que a guerra estaria “chegando ao fim”.
Após os bombardeios, Zelenskyy criticou a declaração.
“Essas definitivamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, afirmou o presidente ucraniano.
Segundo ele, um míssil russo Kh-101 recém-fabricado atingiu um prédio residencial de nove andares em Kiev.
Infraestrutura e energia também foram atingidas
Além da capital, ataques também foram registrados em cidades como Kharkiv, Odessa e Kherson.
Em Kharkiv, 28 pessoas ficaram feridas, incluindo três crianças. Autoridades locais afirmam que estruturas civis foram atingidas.
O Ministério da Energia da Ucrânia informou que o fornecimento elétrico foi interrompido em 11 regiões do país após os bombardeios.
As ofensivas também atingiram infraestrutura ferroviária e áreas portuárias na região de Odessa.
Ucrânia cobra pressão internacional sobre Moscou
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que os ataques mostram que Moscou não pretende encerrar a guerra neste momento.
Segundo ele, Estados Unidos e China teriam influência suficiente para pressionar o governo russo.
Os bombardeios aconteceram no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à China para uma visita oficial ao líder chinês, Xi Jinping.