O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12) que o governo americano pretende iniciar conversas com Cuba após meses de escalada de tensão, ameaças e endurecimento de sanções contra a ilha.
Em publicação na rede Truth Social, Trump chamou Cuba de “país falido” e afirmou que Havana estaria buscando ajuda.
“Nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país falido e só está indo em uma direção, para baixo. Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar”, escreveu o presidente americano.z
Fala ocorre após meses de pressão dos EUA
A declaração marca a primeira vez em que Trump sinaliza disposição pública para diálogo direto com Cuba desde o agravamento da crise diplomática entre os dois países.
Nos últimos meses, o governo americano ampliou sanções econômicas contra Havana, restringiu operações financeiras e manteve um bloqueio ao comércio de petróleo com a ilha.
Trump também chegou a ameaçar ações militares e afirmou anteriormente que os Estados Unidos poderiam “fazer algo com Cuba muito em breve”.
Crise econômica agravou situação em Cuba
As medidas adotadas por Washington agravaram a crise econômica cubana, já marcada por falta de combustível, apagões frequentes, escassez de produtos básicos e dificuldades no transporte público.
Segundo relatos recentes, a ilha enfrenta cortes de energia de até 20 horas diárias em algumas regiões.
A pressão americana aumentou após o endurecimento das restrições ao fornecimento internacional de petróleo para Cuba, principal fator apontado para o agravamento da crise energética no país.
Lula ofereceu mediação entre EUA e Cuba
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na semana passada que se ofereceu para mediar conversas entre Estados Unidos e Cuba durante encontro com Trump.
Segundo Lula, o presidente americano teria indicado que não pretende invadir a ilha.
“Até porque Cuba quer dialogar, quer encontrar uma solução para pôr fim a um bloqueio que nunca permitiu ao país se desenvolver plenamente”, afirmou o petista.
Conversas ocorrem em meio à tensão internacional
O anúncio de Trump ocorre no mesmo dia em que ele embarcou para a China, onde terá reunião com o presidente Xi Jinping.
O encontro deve tratar da guerra no Oriente Médio, da situação do Irã e da crise envolvendo o estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.