O que se sabe até agora
- militar participou da operação contra Maduro
- realizou 13 apostas antes do anúncio oficial
- investiu cerca de US$ 33 mil
- lucrou mais de US$ 400 mil
- movimentações levantaram suspeitas no mercado
- tentou ocultar identidade após o ganho
- foi preso e responde a crimes federais
Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos foi preso nessa quinta-feira (23/4) sob suspeita de usar informações confidenciais para lucrar com apostas sobre a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Gannon Ken Van Dyke teria obtido mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) ao apostar antecipadamente na operação militar.
Apostas foram feitas antes do anúncio oficial
De acordo com a investigação, o militar realizou 13 apostas entre os dias 27 de dezembro e 2 de janeiro, somando cerca de US$ 33 mil na plataforma Polymarket.
As apostas foram feitas poucas horas antes da divulgação oficial da operação que resultou na captura de Maduro. A estratégia gerou lucro elevado após a confirmação do evento.
Uso de informação privilegiada é investigado
As autoridades apontam que o sargento teria usado dados sigilosos obtidos durante sua atuação na operação.
“Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”, afirmou o procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche.
Lucro veio da valorização rápida dos contratos
Na plataforma, os contratos funcionam com base na confirmação de eventos. Quando o resultado se concretiza, cada contrato passa a valer US$ 1.
No caso investigado, o militar comprou contratos por valores baixos antes da divulgação da operação. Com a confirmação da captura, os ativos se valorizaram rapidamente.
Movimentações levantaram suspeitas
A movimentação incomum chamou atenção do mercado e deu início a uma investigação. Após o lucro, o militar teria transferido a maior parte do dinheiro para uma carteira de criptomoedas no exterior e, em seguida, para uma conta em corretora online.
Segundo os investigadores, ele também tentou ocultar sua identidade:
- solicitou exclusão da conta
- alegou perda de acesso ao e-mail
- alterou dados vinculados à carteira digital
Militar responde a múltiplas acusações
O sargento foi formalmente acusado de:
- violação da Lei de Bolsa de Mercadorias (até 10 anos por acusação)
- fraude eletrônica (até 20 anos)
- transação monetária ilegal (até 10 anos)
As penas podem ser cumulativas.
