O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (1º) um decreto que amplia as sanções contra Cuba. A iniciativa busca aumentar a pressão sobre o governo cubano, que já enfrenta uma crise econômica e energética significativa.
De acordo com integrantes da Casa Branca, as novas restrições têm como alvo pessoas, empresas e organizações ligadas ao aparato de segurança do país, além de indivíduos suspeitos de envolvimento em corrupção ou violações de direitos humanos.
Sanções podem atingir terceiros
O decreto também autoriza a aplicação de sanções secundárias. Na prática, isso significa que empresas ou países que mantiverem relações comerciais com os alvos das medidas também poderão ser penalizados.
Até o momento, o governo norte-americano não detalhou quais nomes ou instituições serão diretamente afetados.
A decisão amplia um conjunto de ações recentes adotadas por Washington contra Havana. Trump já havia endurecido o discurso ao afirmar que o país caribenho estaria próximo de um colapso, sem, no entanto, detalhar possíveis medidas futuras.
Crise energética pressiona população
A situação interna em Cuba já é considerada delicada. A escassez de combustível tem provocado dificuldades no abastecimento, além de sucessivos apagões em todo o território nacional.
A redução no fornecimento de petróleo, especialmente após mudanças envolvendo a Venezuela, contribuiu para o agravamento do cenário. Como reflexo, setores essenciais, como saúde e transporte, também vêm sendo impactados.
A crise ainda levou companhias aéreas internacionais a reduzirem ou suspenderem operações na ilha.
Impasse político continua
Os Estados Unidos defendem que Cuba promova abertura econômica, realize eleições consideradas livres e trate de indenizações por bens confiscados após a revolução liderada por Fidel Castro.
Já o governo cubano rejeita essas exigências e sustenta que seu modelo político não está sujeito a negociação, classificando as sanções como uma forma de pressão externa.
O novo decreto amplia a tensão entre os dois países e ocorre em meio a um cenário internacional já marcado por instabilidade.