O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (1º) a imposição de tarifas de 25% sobre carros e caminhões importados da União Europeia. A medida deve entrar em vigor já na próxima semana.
Segundo o republicano, a decisão foi tomada como resposta ao que classificou como descumprimento de um acordo comercial firmado entre as partes.
Retaliação ao acordo comercial
Em publicação na rede social Truth, Trump afirmou que o bloco europeu não estaria cumprindo os termos previamente acertados, o que motivou o aumento das tarifas.
“Tenho o prazer de anunciar que, com base no fato de que a União Europeia não está cumprindo nosso acordo comercial plenamente firmado, na próxima semana aumentarei as tarifas cobradas sobre carros e caminhões que entram nos Estados Unidos”, escreveu.
O presidente também destacou que veículos produzidos em território americano não serão taxados.
Incentivo à produção interna
Trump afirmou que a medida busca fortalecer a indústria nacional e incentivar investimentos dentro dos Estados Unidos.
“Muitas fábricas de automóveis e caminhões estão atualmente em construção, com mais de 100 bilhões de dólares sendo investidos, um recorde na história do setor”, disse.
Segundo ele, as unidades devem começar a operar em breve, com geração de empregos para trabalhadores americanos.
Histórico do acordo
O acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia foi anunciado em julho do ano passado, após ameaças de tarifas mais altas por parte de Washington.
Na época, ficou definido que produtos europeus teriam tarifa de 15% para acesso ao mercado norte-americano, abaixo dos 30% inicialmente cogitados.
Em contrapartida, o bloco europeu se comprometeu a investir cerca de US$ 600 bilhões na economia dos EUA, além de adquirir US$ 750 bilhões em energia e equipamentos militares americanos.
Reação e preocupações na Europa
O Parlamento Europeu aprovou o tratado em março, com 417 votos favoráveis e 154 contrários, mas incluiu salvaguardas diante de preocupações sobre o cumprimento do acordo pelos Estados Unidos.
Entre as exigências estão cláusulas de revisão e a redução de tarifas sobre produtos com aço e alumínio.
O comissário europeu de Comércio classificou a aprovação como um passo importante para dar segurança às empresas do bloco.