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Aviões da Gol e Azul ficam a 22 metros em Congonhas: o que se sabe sobre o incidente

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(Reprodução/Redes sociais)

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Duas aeronaves, uma da Gol Linhas Aéreas e outra da Azul Linhas Aéreas, perderam a separação mínima de segurança e ficaram a apenas 22 metros de distância vertical no Aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo, nessa quinta-feira (30/4). O episódio foi classificado como perda de separação e está sendo investigado pelo CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).

O que aconteceu no Aeroporto de Congonhas?

O incidente ocorreu quando o voo G3 1629 da Gol, procedente de Salvador (BA), estava em aproximação final para pousar em Congonhas. Ao mesmo tempo, um avião da Azul com destino a Confins (BH/MG) estava em procedimento de decolagem, e as duas aeronaves operaram em rotas conflitantes.

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Segundo informações, as aeronaves chegaram a ficar separadas por cerca de 22 metros na vertical, valor muito abaixo do mínimo de segurança exigido pela aviação civil.

O que é o TCAS e como ele evitou um acidente?

Pouco após a situação crítica, os pilotos da Gol reportaram o alerta do TCAS (Traffic Collision Avoidance System), o sistema de bordo que detecta a proximidade de outras aeronaves e emite comandos de manobra para evitar colisões. O equipamento é obrigatório em aeronaves comerciais e funciona independentemente do controle do tráfego aéreo.

Segundo informações iniciais, foi a arremetida, manobra de abandono de pouso e subida rápida, que evitou o acidente. A Gol confirmou que o pouso aconteceu “em segurança e dentro do horário programado”, indicando que a aeronave completou a aproximação após a manobra evasiva.

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O que dizem as companhias aéreas?

Em nota oficial, a Gol informou: “A Companhia está colaborando integralmente com o CENIPA na apuração do fato. A GOL reforça que as ações em relação ao voo foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da GOL.”

A Azul, por sua vez, destacou que seguiu todos os procedimentos operacionais previstos para a decolagem: “A Azul está à disposição para colaborar com o CENIPA, que está apurando o ocorrido.”

Quem está investigando o incidente?

O caso é apurado pelo CENIPA — Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Força Aérea Brasileira (FAB). A investigação busca identificar as causas da perda de separação e se houve falha humana, operacional ou de infraestrutura. A Aena, concessionária do Aeroporto de Congonhas, não se manifestou até o momento da publicação.

Por que Congonhas preocupa especialistas?

O Aeroporto de Congonhas é um dos mais movimentados do Brasil e historicamente apresenta desafios operacionais: pistas curtas, proximidade com áreas residenciais e alto volume de voos. O incidente desta quinta-feira (30) reacende o debate sobre a segurança da aviação civil brasileira e a necessidade de maior rigor no gerenciamento do tráfego aéreo em aeroportos de alta densidade.

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Perguntas frequentes sobre o incidente em Congonhas

O que é “perda de separação” na aviação?

Perda de separação ocorre quando duas aeronaves ficam mais próximas do que a distância mínima de segurança estabelecida pelas normas de tráfego aéreo. Em geral, essa distância é de centenas de metros, muito acima dos 22 metros registrados no incidente de Congonhas.

Os passageiros estavam em risco?

Sim. Uma separação de apenas 22 metros entre dois aviões comerciais em fase de pouso e decolagem representa risco real de colisão. O sistema TCAS e a manobra de arremetida foram fundamentais para evitar um acidente de grandes proporções.

O que o CENIPA pode fazer após a investigação?

Ao concluir a investigação, o CENIPA emite um relatório com análise das causas e recomendações de segurança direcionadas às companhias aéreas, ao controle do tráfego aéreo e à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O objetivo é prevenir novos incidentes semelhantes.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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