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Novo pede ao STF apreensão do passaporte de Lulinha em apuração sobre fraudes no INSS

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De acordo com reportagens do Estadão, as menções a Lulinha na investigação incluem diálogos de WhatsApp, registros de passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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A bancada do partido Novo protocolou na tarde desta terça-feira, 13, no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para a imposição de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito das investigações sobre fraudes em descontos indevidos de benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A legenda partidária solicita a apreensão do passaporte do empresário e a adoção de medidas alternativas à prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Como revelou o Estadão, a Polícia Federal (PF) informou ao STF que vai investigar se o Lulinha, seria “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema criminoso que desviou valores bilionários das aposentadorias. Procurada, a defesa de Lulinha disse que ele nunca teve relação com o INSS e classificou as menções como “ilações”.

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“O filho do presidente Lula não pode achar que se evadirá da Justiça brasileira. As acusações que pesam sobre ele, já de posse da Polícia Federal, são gravíssimas e o colocam no centro do escândalo do roubo dos aposentados”, afirmou o líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem (RS). Segundo ele, há referência a uma suposta “mesada” de R$ 300 mil, o que justificaria, na avaliação da bancada, a retenção do passaporte para garantir a continuidade das investigações e a atuação da CPMI.

O pedido, encaminhado ao ministro André Mendonça, cita informações da Polícia Federal no contexto da Operação “Sem Desconto”, que apontam indícios de ligação de Lulinha com o esquema investigado e menções a repasses que somariam R$ 1,5 milhão, atribuídos a empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes.

De acordo com reportagens do Estadão, as menções a Lulinha na investigação incluem diálogos de WhatsApp, registros de passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha. Os parlamentares alegam risco de evasão do país e pedem medidas cautelares diversas da prisão para assegurar a aplicação da lei penal.

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A petição é assinada pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Luiz Lima (Novo-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), além do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) e do senador e líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

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