A oposição ao governo federal e o partido Novo elevaram o tom contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolando um pedido de impeachment que ganha novos desdobramentos em Brasília. O movimento fundamenta-se em denúncias de irregularidades envolvendo a atuação do magistrado em processos relacionados ao Banco Master. Parlamentares alegam que a conduta de Toffoli compromete a imparcialidade do Judiciário, exigindo uma resposta imediata das instituições para preservar a ordem democrática.
Durante recentes pronunciamentos, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu que é necessário “impor freios” aos membros da Suprema Corte, dizendo que nenhum magistrado deve ser tratado como “semideus”. Damares ainda completou manifestando o desejo de reformulação no STF. “Que a Suprema Corte e o ministro Fachin tenham coragem de ‘impeachmar’ quantos ministros forem necessários serem ‘impeachmados’. Não vai ficar só em um não. Eu acho que a gente vai ter que fazer uma grande limpeza naquela casa”.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) reforçou que o pedido, apresentado originalmente em meados de janeiro, está sustentado por “fatos nebulosos” que exigem investigação profunda. Entre os pontos questionados estão contratos milionários e reuniões fora da agenda oficial do Governo entre o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, o presidente Lula, o presidente do Banco Central,Gabriel Galípolo, e o economista Guido Mantega.
Crise de credibilidade
O cenário de instabilidade não se restringe ao STF, alcançando também o Tribunal de Contas da União (TCU). O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) manifestou preocupação com relatos de supostas chantagens contra ministros do TCU, o que sugere uma rede de influência que compromete a autonomia de diferentes órgãos. Segundo o parlamentar, o país vive um momento de “esculhambação” institucional que exige uma varredura ética em todas as instâncias do poder público.
O caso tomou proporções ainda maiores após a decisão de Dias Toffoli de deixar a relatoria de investigações que envolvem o Banco Master, em meio ao crescente desgaste político. Mesmo com o recuo do ministro, os congressistas garantem que vão seguir pressionando pelo impeachment. Marcel van Hattem ainda afirmou que o Brasil precisa ser “passado a limpo” diante dos recentes escândalos políticos.
