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PF faz operação em postos de combustíveis de Minas e outros 10 estados contra preços abusivos

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Força-tarefa da PF, ANP e Procon fiscaliza postos em 11 estados contra o aumento abusivo no preço. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (27/3), a operação “Vem Diesel” para combater preços abusivos e reajustes indevidos nos postos de combustíveis. A megaoperação de fiscalização acontece de forma simultânea em 11 estados, incluindo Minas Gerais, e no Distrito Federal. A ação é uma resposta direta do governo às altas injustificadas nas bombas, impulsionadas pelo clima de instabilidade gerado pela guerra no Oriente Médio.

A força-tarefa nacional é realizada em parceria estratégica com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também integra a operação. Dessa forma, o principal objetivo das equipes é identificar práticas irregulares, como a fixação de valores combinados entre empresas concorrentes para controlar o mercado e outras condutas abusivas.

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As ações de campo mobilizam as forças de segurança nas capitais de todas as regiões alvos da ofensiva. Além de Minas Gerais, as equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da própria PF cumprem as fiscalizações em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins, Goiás e no Distrito Federal.

O que configura preço abusivo nas bombas?


De acordo com as diretrizes da Senacon e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é enquadrado como abusivo quando ocorre uma elevação sem justa causa. Ou seja, a infração se concretiza quando o fornecedor aumenta o valor dos combustíveis de forma totalmente injustificada para obter vantagem excessiva. Consequentemente, a atitude fere o equilíbrio e a boa-fé nas relações de consumo.

Portanto, os fiscais observam parâmetros técnicos rigorosos para autuar os postos infratores nas rodovias e cidades. O principal deles é o aumento sem justificativa técnica, que acontece quando os reajustes são aplicados sem que tenha havido um encarecimento real nos custos de toda a cadeia produtiva. Além disso, a cobrança por meio de métodos indevidos que violam o equilíbrio contratual também está na mira da operação.

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Outro ponto de atenção das autoridades é o aproveitamento de contextos de emergência ou calamidade. Nesses cenários, aumentos drásticos aplicados exclusivamente para lucrar sobre a urgência do consumidor são severamente coibidos. Consequentemente, a fiscalização atua para proteger a livre concorrência, garantindo que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias cheguem de fato ao bolso do motorista.

Por fim, os agentes federais destacam que o cerco vai se fechar contra os donos de postos irregulares. Todas as infrações e anomalias detectadas pelas equipes de fiscalização durante as diligências de hoje serão encaminhadas diretamente à Polícia Federal. A partir desse envio, a corporação instaurará inquéritos para a devida investigação criminal e a responsabilização legal de todos os envolvidos no esquema.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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