O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo federal trata o fim da escala de trabalho 6 por 1 como uma medida urgente e que deve ser votada ainda neste ano. A declaração foi feita nesta quarta (15/4) após o presidente Lula enviar ao Congresso o projeto de lei que reduz a jornada semanal para 40 horas e amplia o descanso para dois dias.
Governo aposta em votação ainda em 2026
Com o regime de urgência constitucional, o projeto passa a ter prazo de até 45 dias para análise na Câmara dos Deputados e mais 45 dias no Senado.
Segundo Boulos, esse calendário deve forçar a votação nos próximos meses. “Até 14 de julho, a proposta tranca a pauta nas duas Casas e precisa ser votada. Com os prazos regimentais, a expectativa é que até agosto o fim da escala 6 por 1 seja aprovado no país.”
Crítica à oposição
O ministro afirmou que há uma tentativa de adiar a discussão para depois do período eleitoral. “Empurrar a votação com a barriga é a estratégia de quem é contra o fim da escala. Estão tentando jogar o debate para depois das eleições.”
Rejeição a proposta de transição
Boulos também criticou a possibilidade de implementação gradual da mudança, proposta por setores da oposição. “Não dá para aceitar uma transição de cinco anos, reduzindo uma hora por ano. O fim da escala 6 por 1 é para agora.”
Argumento do governo
Na avaliação do ministro, a mudança é uma demanda direta dos trabalhadores e não pode ser postergada. “Não é pedir demais. É garantir tempo para viver, para a família, para o lazer e para a qualificação profissional. É uma pauta do trabalhador brasileiro.”
Impacto econômico em debate
Boulos citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada para defender que a redução da jornada não deve prejudicar a economia.
Segundo ele, a melhora nas condições de trabalho pode aumentar a produtividade. “Um trabalhador descansado trabalha melhor e rende mais. O excesso de carga horária também prejudica o desempenho.”
