O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9/6) a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A medida foi recomendada pelo relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), e ainda precisa ser analisada pelo Plenário da Câmara.
Pollon é alvo de uma representação apresentada pela Mesa Diretora da Casa. O parlamentar é acusado de fazer declarações ofensivas e depreciativas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante uma manifestação realizada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em agosto do ano passado.
A decisão do Conselho de Ética não encerra o processo. A palavra final caberá ao Plenário da Câmara dos Deputados, que precisará aprovar a punição por maioria absoluta, equivalente a pelo menos 257 votos favoráveis.
Marcos Pollon afirmou que pretende recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), etapa prevista antes da votação em Plenário.
Deputado já havia sido punido neste ano
Esta é a segunda suspensão aprovada pelo Conselho de Ética contra Pollon em 2026. Em maio, o colegiado decidiu pelo afastamento do parlamentar por outros 60 dias após ele ocupar a Mesa Diretora da Câmara durante uma sessão do Plenário realizada em 5 de agosto de 2025. Na ocasião, o deputado também recorreu da decisão à CCJ.
Após a votação, o deputado criticou a punição e afirmou que recorrerá da decisão.
“Estamos caminhando para um novo tipo de democracia, em que o Judiciário modula a lei e pune as pessoas por emitirem opiniões. Isso não pode entrar neste recinto. Aqui se encontram os votos proporcionais, 100% dos votos válidos. O que é praticado aqui acaba sendo copiado pelas outras Casas legislativas Brasil afora”, declarou Pollon.
