O filme Dark Horse, cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou repercussão nesta quarta-feira (13/5) após a divulgação de novas informações sobre seu financiamento e sobre a suposta participação do senador Flávio Bolsonaro nas articulações do projeto. Cercado por polêmicas antes mesmo da estreia, o longa promete retratar a ascensão política de Bolsonaro e já é tratado como uma das produções mais controversas do cinema nacional recente.
Qual é a proposta do filme?
A produção acompanha a trajetória de Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, com foco especial no atentado a faca sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora. A narrativa apresenta o ex-presidente como um “azarão” político, referência direta ao título Dark Horse, expressão em inglês usada para definir alguém que “surpreende e supera expectativas”.
Quem interpreta Bolsonaro?
O protagonista é Jim Caviezel, conhecido mundialmente por viver Jesus em A Paixão de Cristo.
Quem está por trás da produção?
O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh e tem roteiro assinado pelo deputado federal Mário Frias, um dos principais idealizadores do projeto. A produção é encabeçada por Eduardo Verástegui, nome ligado ao filme Som da Liberdade.
Quem mais está no elenco?
Além de Caviezel, o elenco inclui nomes como:
- Camille Guaty, como Michelle Bolsonaro;
- Marcus Ornellas, como Flávio Bolsonaro;
- Sérgio Barreto, como Carlos Bolsonaro;
- Eddy Finlay, como Eduardo Bolsonaro.
Quando estreia?
A previsão oficial é que Dark Horse chegue aos cinemas em 11 de setembro de 2026.
Por que o filme virou alvo de polêmica?
Nessa quarta-feira, uma reportagem do Intercept Brasil apontou que o projeto teria sido financiado com recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Áudio revelado pelo portal revela que Flávio Bolsonaro negociou valores milionários com o banqueiro para custear a produção, o que colocou o longa no centro de uma nova crise política envolvendo aliados de Bolsonaro.
Quanto custou?
Embora os produtores não tenham divulgado oficialmente o orçamento, reportagens apontam que os valores associados ao projeto e oriundos do Banco Master podem chegar a R$ 134 milhões, o que colocaria Dark Horse entre as produções mais caras já vinculadas ao cinema brasileiro. No ano passado, a Intercept Brasil revelou o investimento de outros R$ 108 milhões, oriundos da Prefeitura de São Paulo, para a produção.
