Os americanos vão às urnas em 3 de novembro para escolher parte dos representantes do Congresso. A votação ocorre na metade do mandato presidencial e pode alterar a força política do presidente Donald Trump no Legislativo.
Conhecidas como midterms, as eleições renovam todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. O resultado define quem terá maioria nas duas Casas e influência a aprovação de projetos e decisões do governo.
Como funciona o Congresso americano?
O Legislativo dos Estados Unidos tem duas Casas: a Câmara dos Representantes e o Senado. Cada estado elege dois senadores, independentemente do tamanho da população.
Na Câmara, a distribuição das vagas considera o número de habitantes. O país é dividido em 435 distritos eleitorais, cada um responsável por eleger um representante.
Quem pode disputar as eleições?
Os partidos escolhem seus candidatos em eleições primárias. Também podem concorrer candidatos independentes, sem vínculo com as principais legendas.
A organização da votação fica a cargo dos estados. Não existe uma autoridade eleitoral nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro. Por isso, regras e procedimentos podem variar de uma região para outra.
Quando saem os resultados?
Os horários de encerramento da votação também dependem de cada estado. Em Nova York, por exemplo, as urnas fecham às nove da noite. Na Flórida, o encerramento ocorre às sete.
As primeiras projeções aparecem na noite de terça-feira. Mas a definição de quem terá maioria no Congresso pode levar mais tempo, especialmente em disputas apertadas.
Como funciona o voto antecipado?
Os eleitores podem votar antes do dia oficial da eleição. Uma das opções é solicitar a cédula e enviá-la pelo correio. Em 37 estados e no Distrito de Columbia, esse formato está disponível sem a necessidade de apresentar justificativa.
Também há estados que permitem a votação presencial antecipada, em locais definidos pelas autoridades eleitorais.
O papa Leão XIV também votou pelo correio neste ano. Nascido em Chicago, ele mantém registro eleitoral em Illinois e enviou sua cédula pelo serviço postal. O caso foi apontado pela imprensa internacional como uma participação inédita conhecida de um pontífice em uma eleição democrática.
