O Governo de Minas Gerais e a Prefeitura de Santa Luzia assinaram, nesta quinta-feira (9), a ordem de início para a construção do Terminal Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com isso, o estado retoma a expansão da infraestrutura de transporte metropolitano após anos sem novos equipamentos.
Além disso, o projeto prevê investimento de R$ 24 milhões, sendo R$ 18,2 milhões repassados pelo governo estadual. As obras ficam sob responsabilidade do município e devem ser concluídas em até 16 meses.
Novo terminal vai operar no modelo tronco-alimentador
O terminal será construído na Avenida Raul Teixeira da Costa, uma área de cerca de 16 mil metros quadrados. No local, a estrutura vai funcionar no modelo tronco-alimentador, que conecta linhas de bairro a corredores principais.
Com isso, o sistema busca organizar melhor os trajetos e reduzir o tempo de deslocamento dos passageiros.
Além disso, o projeto inclui plataformas elevadas semelhantes às utilizadas nos corredores das avenidas Cristiano Machado, Pedro I e Antônio Carlos, na capital.
Estrutura deve atender 20 mil passageiros por dia
A expectativa é de que o terminal atenda cerca de 20 mil passageiros por dia útil. Nos horários de pico, a capacidade chega a aproximadamente 1,5 mil pessoas por hora.
Dessa forma, o governo tenta acompanhar o crescimento da demanda por transporte na região e melhorar a oferta do serviço.
Projeto marca retomada após dez anos sem novos terminais
Segundo o secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, o novo terminal representa um avanço para a mobilidade na região.
“Com a implantação dessa estrutura, vamos garantir mais mobilidade, reduzir o tempo de deslocamento até o centro de Belo Horizonte e melhorar a rotina da população.”
O último terminal metropolitano foi inaugurado em 2016, também em Santa Luzia, com a construção do Terminal São Benedito, que segue em funcionamento.
Integração deve melhorar circulação e reduzir impactos
Além de ampliar a oferta, o novo terminal deve facilitar a integração entre linhas e tornar as viagens mais rápidas.
Com isso, o sistema tende a reduzir sobreposições de itinerários, otimizar a frota e melhorar a circulação no Vetor Norte da região metropolitana.
Além disso, a reorganização pode contribuir para a redução na emissão de poluentes.
Usuários esperam mais conforto e agilidade
Para quem utiliza o transporte diariamente, a expectativa é de melhora no serviço.
“O passageiro terá um deslocamento mais confortável e com mais horários. É um orgulho ver que o município está recebendo um equipamento público desse porte”, afirmou o usuário Gustavo Duarte.
Assim, o projeto busca não só ampliar a estrutura, mas também melhorar a experiência dos passageiros no transporte metropolitano.