O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Jair Bolsonaro (PL) seja levado, nesta quarta-feira (7/1), a um hospital particular para a realização de exames médicos. A decisão atende a um segundo pedido da defesa do ex-presidente, feito após Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça na madrugada de terça-feira (6/1).
O ex-presidente passará por tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame que avalia a atividade cerebral. Para isso, ele deixará a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde cumpre pena.
Moraes determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro fiquem sob responsabilidade da PF e sejam realizados de forma discreta, com entrada e saída pelo acesso da garagem do hospital.
Segundo Michelle Bolsonaro, o ex-presidente teve uma crise enquanto dormia, o que teria provocado o acidente. Ela afirmou que o atendimento médico não ocorreu de forma imediata, uma vez que o quarto onde ele se encontra permanece fechado. A assistência, de acordo com ela, só foi prestada quando os agentes foram chamá-lo para a visita.
Pedido havia sido negado
Ainda ontem, Moraes rejeitou o primeiro pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente fosse levado ao hospital a fim de realizar exames. Segundo o ministro, não havia indicação médica que justifique encaminhamento hospitalar urgente, conforme relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF).
De acordo com o relatório médico da PF, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã de terça-feira.
Após a negativa, a defesa do ex-presidente apresentou um novo pedido médico solicitando a realização de tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame utilizado para avaliar a atividade elétrica do cérebro.
Prisão e internações
Jair Bolsonaro está preso em Brasília desde 22 de novembro, após decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar um esquema criminoso que tentou promover um golpe de Estado.
No dia 24 de dezembro, Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, onde passou por uma cirurgia de hérnia inguinal. Quatro dias depois, precisou retornar ao centro cirúrgico após apresentar um novo quadro de soluços.
