PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quem é Weverton Rocha, senador alvo de operação da PF por desvios no INSS

Siga no

Weverton tem 46 anos e é natural de Imperatriz, no Maranhão (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de mandados de busca e apreensão de ação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (18/12). Trata-se da quinta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de desvios ilegais no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

A PF também cumpriu um mandado de prisão domiciliar e afastamento do secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, atual número dois da pasta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Entre os presos estão Romeu Carvalho Antunes, filho mais velho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o advogado Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis.

As defesas dos envolvidos não foram localizadas pelo Estadão. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Quem é Weverton Rocha?

Weverton tem 46 anos e é natural de Imperatriz, no Maranhão. Ele assumiu o mandato no Senado em 2019 e é vice-líder do governo na Casa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Sua carreira política teve início no movimento estudantil. Ele chegou a ser vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 2000 e 2001. Antes de ser senador, ele foi assessor na Prefeitura de São Luís entre 2000 e 2006 e secretário de Esporte e Juventude do Maranhão em 2007. Ele também atuou como assessor do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi no Ministério do Trabalho, durante o governo Dilma Rousseff.

Weverton teve dois mandatos na Câmara dos Deputados, tendo sido suplente entre 2011 e 2013 e titular de 2013 a 2018. Nesse período, ele se posicionou contra o impeachment de Dilma, a reforma trabalhista e a reforma da Previdência.

Na eleição para o Senado, ele recebeu apoio do então governador do Maranhão, Flávio Dino, e foi eleito com 35% dos votos. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Maranhão, mas perdeu a disputa para Carlos Brandão, eleito no primeiro turno.

O senador é relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A residência de Weverton foi alvo de busca e apreensão, mas não houve cumprimento de mandados no Congresso Nacional.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quem é Romeu Carvalho Antunes?

Romeu é formado em Engenharia de Software pela Universidade de Brasília. Em seu perfil no LinkedIn, ele afirma ter trabalhado como desenvolvedor na Caixa Econômica Federal entre 2018 e 2020 e no PicPay entre 2022 e 2023.

Segundo a PF, além de manter relação societária, ele tinha autorização para movimentar as contas de uma das empresas do “Careca do INSS” suspeita de envolvimento nas fraudes em aposentadorias. O pai dele está preso desde setembro, no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto.

Quem é Éric Fidelis?

Éric é advogado e sócio-fundador do Fidelis Advocacia. Ele é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília e se especializou na área previdenciária na Faculdade Centro de Estudos Avançados e Treinamento (Ceat).

No site do escritório, Éric é descrito como um profissional que se destacou “na defesa dos direitos dos segurados da Previdência Social, auxiliando indivíduos e empresas na busca por benefícios previdenciários e na solução de questões administrativas e judiciais”. O perfil afirma ainda que ele tem experiência na defesa dos interesses de clientes junto a órgãos da administração pública.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O pai de Éric foi preso na fase anterior da operação. A suspeita da PF é de que o escritório de Éric tenha intermediado propinas pagas pelo “Careca do INSS”. Segundo dados obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o empreendimento movimentou cerca de R$ 12 milhões pouco tempo após ser aberto.

Operação Sem Desconto

A Operação Sem Desconto apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, realizados por associações sem o consentimento dos beneficiários. Os valores arrecadados abasteceriam os cofres dessas entidades e teriam sido desviados para os líderes do esquema e outros investigados.

A nova fase da operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça e cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. Os crimes investigados incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Moraes determina retirada de acampamentos nos arredores da Papuda

Fiemg lidera coalizão empresarial mineira em favor da estabilidade institucional e liberdade

‘Levarei a minha pré-candidatura até o final’, afirma Zema

Gonet pede à PF parecer sobre devolução de bens de ex-ministro condenado no 8 de janeiro

Toffoli é alvo de seis representações por condução do caso Master; veja o status de cada ação

STF defende uso de segurança após questionamentos sobre diárias ligadas a resort

Últimas notícias

‘Mais importante do que o pré-jogo vai ser a entrega do estádio’, diz CEO do Atlético sobre clássico

Bolsa supera 178 mil pontos e tem melhor semana desde abril de 2020

Possível Atlético x Cruzeiro: final do Mineiro terá torcida 50/50? Diretor da FMF responde 

Conecta News: tecnologia como ponte para a diversidade e inclusão

Cruzeiro terá direito a menos de 10% dos ingressos para o clássico; clubes explicam decisão

Daniel Vorcaro confessa à PF crise de liquidez no Banco Master e uso do FGC como pilar de negócio

CNJ identifica alteração indevida em sistema e descarta mandados contra Lula e Moraes

VÍDEO: Lutador do UFC desmaia no palco após pesagem

Previdência de Congonhas descarta aporte após perda de R$ 14 mi no Banco Master