A liquidação extrajudicial do Banco Master teve novos desdobramentos nesta sexta-feira (23/1) e reacendeu o debate em Minas Gerais após a Prefeitura de Congonhas anunciar que não vai cobrir o prejuízo de cerca de R$ 14 milhões sofrido pelo instituto de previdência dos servidores municipais, a PREVCON, que havia aplicado recursos na instituição financeira.
Em entrevista à 98 News, o diretor-presidente da PREVCON, Antônio Odaque da Silva, afirmou que, apesar da perda, o pagamento das aposentadorias e pensões está garantido. Segundo ele, o fundo possui recursos suficientes para honrar os compromissos atuais e futuros, sem necessidade de aporte da prefeitura. “O fundo possui uma carteira com recursos suficientes para cobrir todas as aposentadorias. Não será necessário a prefeitura intervir nesse aspecto”, explicou.
Sobre a possibilidade de recuperar o valor investido, Odaque disse que ainda não há definição. A PREVCON aguarda os próximos passos do processo de liquidação para se habilitar como credora. “Nós estamos preparados para nos habilitar quando abrir a lista de credores. Existe, sim, a esperança de recuperar esse valor”, afirmou, destacando que os recursos aplicados estavam diretamente no banco, e não no Fundo Garantidor de Créditos.
O presidente da instituição também confirmou mudanças na política de investimentos após o episódio. Segundo ele, a aplicação no Banco Master ocorreu dentro das regras de diversificação previstas pela legislação, mas a estratégia será revista. “Se antes éramos conservadores, agora seremos ultra conservadores”, disse. De acordo com Odaque, o investimento representou cerca de 2,3% do patrimônio total do fundo.
O dirigente explicou ainda que os aportes seguem critérios técnicos, com base em avaliações de consultorias financeiras, cotações e aprovação por comitê de investimentos. Ainda assim, reconheceu que o caso serviu de alerta. “Todos esses investimentos agora vão passar por critérios mais rigorosos na seleção das instituições financeiras”, afirmou.
