A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou o projeto de lei que cria regras especiais de ocupação e incentivos à construção e reforma de imóveis no hipercentro e em nove bairros vizinhos, como Floresta e Lagoinha. Para analisar os impactos da medida no mercado imobiliário e na infraestrutura da capital mineira, a 98 News entrevistou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Raphael Lafetá.
Durante o bate-papo, o especialista ressaltou que a região central da capital mineira possui infraestrutura completa e preparada para receber novos moradores, mas que vinha sendo subutilizada nos últimos anos. Ele destacou, portanto, que a ampliação da oferta de moradias, incluindo projetos de interesse social, deve ajudar a conter a especulação imobiliária na cidade.
“O centro hoje de Belo Horizonte é uma região onde se tem toda a capacidade de absorver a população, onde você tem transporte, rede de escola, hospitais, tudo preparado e subutilizado. É um projeto de lei bastante inovador que a cidade estava esperando há muito tempo”, afirmou o presidente do Sinduscon-MG.
Regulamentação do Poder Executivo
Apesar da aprovação do texto em segundo turno na CMBH, Lafetá alertou, entretanto, que o avanço efetivo das obras e das requalificações na prática depende agora de prazos e trâmites do Poder Executivo Municipal.
“O projeto por si só não resolve o problema dos investimentos e das possibilidades de ofertar novos imóveis no centro. Ele precisa ser regulamentado pela Secretaria de Políticas Urbanas e por um comitê gestor para organizar a aprovação dos projetos e a emissão de alvarás. É preciso que a prefeitura acelere essas etapas para que a cidade não perca o prazo de execução”, ressaltou Lafetá.
