Muitas empresas acreditam que adotar Inteligência Artificial é apenas liberar o uso de plataformas públicas para os funcionários, mas a verdadeira virada de chave acontece quando os dados estruturados se tornam o centro das decisões.
Este é o tema central do novo episódio do Conecta News, podcast da Claro em parceria com a 98 News, que discute como a tecnologia pode gerar novas receitas, aumentar a eficiência e reposicionar marcas em mercados competitivos.
A jornalista Laura Couto recebeu Geraldo Franciscani, CEO da Guidance, empresa especializada em dados e aplicações de Inteligência Artificial para negócios, para uma conversa esclarecedora sobre os desafios de implementar a inovação com foco absoluto em resultados.
Os três pilares para o sucesso com IA
Para Geraldo, a atual corrida pela Inteligência Artificial esbarra em um dado de mercado alarmante: a grande maioria dos projetos de inovação falha em gerar receita e acaba se tornando apenas mais um custo para a empresa. Ele explica que, para uma iniciativa dar certo de fato, são necessários três pilares fundamentais: dados disponíveis na organização, foco em resultado (visando o retorno sobre o investimento) e, talvez o mais importante, pessoas engajadas com o propósito.
O especialista reforça que não adianta ter acesso à melhor tecnologia se a cultura organizacional, a diretoria e os colaboradores não estiverem preparados para abraçar a mudança de forma dedicada e estratégica.
Ferramenta vs. Estratégia de Negócio
Durante o bate-papo, Franciscani destaca a diferença crucial entre usar a IA como uma simples ferramenta de otimização no dia a dia e aplicá-la de fato como estratégia de negócio. Enquanto o primeiro caso resolve pequenos processos isolados, como um assistente de texto para um advogado, a abordagem estratégica ataca as principais “dores” e desafios reais da companhia.
Um exemplo citado foi o trabalho de dados realizado com o Clube Atlético Mineiro, que tinha o grande desafio de reduzir a taxa de cancelamento (churn) do programa de sócio-torcedor. Com a estruturação das informações e ações assertivas impulsionadas por IA, foi possível entender o momento ideal de acionar cada torcedor, aumentando a renovação de forma expressiva e transformando a tecnologia em uma nova linha de lucro.
O medo da substituição no mercado de trabalho
Sobre o receio comum de que a Inteligência Artificial elimine postos de trabalho, Geraldo traz uma visão focada no crescimento. Ele argumenta que empresas que conseguem aumentar suas margens de lucro através da inovação tendem a reinvestir para expandir ainda mais sua atuação, e não simplesmente cortar pessoal.
O alerta, no entanto, fica para a necessidade de capacitação: tarefas altamente repetitivas serão substituídas, mas os profissionais que souberem utilizar a IA como aliada para alavancar a própria performance terão um espaço de crescimento garantido e muito mais valorizado.
O episódio completo com Geraldo Franciscani já está disponível no canal da 98 News no YouTube.
