O poder público da Colômbia já confirma ao menos 70 mortes após o devastador terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na manhã desta segunda-feira (10/8). O balanço de vítimas fatais e de feridos, entretanto, segue em constante elevação à medida que as equipes de resgate avançam nas buscas por pessoas presas sob os escombros de prédios que colapsaram em diversas cidades.
O estado de Risaralda foi um dos mais atingidos, com o governador confirmando 40 mortes na região — sendo 18 delas registradas apenas no município de Pereira. Já na jurisdição de Valle del Cauca, a governadora relatou 27 mortos, enquanto as autoridades de Antioquia informaram um óbito em Medellín.
Em Manizales, duas pessoas morreram e a tradicional Catedral Basílica Metropolitana sofreu graves danos estruturais após uma de suas cúpulas desabar. Em Cáli, ao menos 20 edifícios ruíram totalmente com a força dos tremores, mobilizando o prefeito Alejandro Éder e os bombeiros na tentativa de resgatar sobreviventes sob a destruição.
Mecanismo tectônico e risco de tsunamis
Segundo pesquisadores e sismólogos, o epicentro do fenômeno ocorreu na cidade de San José del Palmar, a uma profundidade de 110 quilômetros. A região colombiana fica situada próxima à extremidade de uma placa tectônica e ao chamado “Círculo de Fogo” da América Latina, área de intensa atividade geológica.
Ainda que a localização geográfica torne corriqueiros os pequenos tremores no país, abalos de grande intensidade como o desta segunda-feira são raros. Cerca de uma hora após o primeiro impacto, a região ainda registrou uma réplica de magnitude 5,0.
Apesar da destruição em solo e do susto na população, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos descartou qualquer risco de formações de ondas gigantes na costa. Ainda assim, as equipes de emergência colombianas seguem em alerta máximo na busca por sobreviventes.
