A Lua vai encobrir completamente o Sol no dia 12 de agosto e transformar o dia em noite por pouco mais de dois minutos em uma faixa estreita do Hemisfério Norte. É o principal evento astronômico do ano e o primeiro eclipse solar total visível na Península Ibérica em mais de um século.
O Brasil está fora da rota. De acordo com os mapas oficiais da NASA, o eclipse não será visível de nenhuma região do país, nem mesmo de forma parcial. Nenhuma cidade brasileira entra na zona de sombra da Lua, restrita ao Hemisfério Norte.
O fenômeno acontece quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol e projeta uma sombra estreita sobre a superfície terrestre. Dentro dessa faixa, o céu escurece e aparece a coroa solar, camada externa da atmosfera solar, invisível em condições normais. A totalidade passará pela Groenlândia, Islândia, norte da Sibéria (Rússia), grande parte do norte e centro da Espanha e um pequeno trecho de Portugal, com duração máxima de 2 minutos e 18 segundos.
Fora da faixa de totalidade, o Sol aparece encoberto pela metade ou menos: cerca de 94% em Dublin, 83% em Oslo, 18% em Montreal, 9% em Nova York e 2% em Norfolk, nos Estados Unidos. Onde há cobertura parcial, a NASA reforça que óculos com filtro solar certificado são obrigatórios. Olhar diretamente para o Sol sem proteção causa dano permanente à visão. A observação a olho nu só é segura no breve intervalo em que o disco solar está 100% encoberto.
No Brasil, a última vez foi em 1994 e a próxima será em 2045
O país não registra um eclipse solar total há mais de 30 anos. O último ocorreu em 3 de novembro de 1994, com observação concentrada nos estados da região Sul.
O próximo está previsto para 12 de agosto de 2045, exatamente 19 anos depois do eclipse desta semana. A faixa de totalidade cruzará estados das regiões Norte e Nordeste.
- Último eclipse solar total no Brasil: 3 de novembro de 1994
- Próximo eclipse solar total no Brasil: 12 de agosto de 2045
- Onde será visível em 2045: regiões Norte e Nordeste
O que a ciência quer registrar
O eclipse abre uma janela rara de pesquisa. Uma equipe financiada pela NASA vai perseguir a sombra da Lua com um avião de alta altitude WB-57 para estudar a dinâmica da coroa solar. Estudantes de universidades americanas lançarão mais de 60 balões científicos na Islândia e na Espanha, antes, durante e depois do evento, para medir como o escurecimento repentino afeta a atmosfera terrestre.
Na Groenlândia, cientistas vão tentar registrar auroras boreais durante a totalidade — uma combinação rara, que depende de atividade solar intensa no período.
O dia 12 concentra ainda outros dois fenômenos: antes do amanhecer, seis planetas devem formar um arco no céu; à noite, é o pico da chuva de meteoros Perseidas, favorecido pela Lua Nova, que deixa o céu mais escuro.
