PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Foguete da SpaceX colide com a Lua e deixa cratera de 18 metros

Por

Ludmila Souza

Siga no

Segundo estágio de um Falcon 9 atingiu a superfície lunar sem oferecer riscos à Terra e será analisado pela Nasa. (Foto: Keegan Barber / Nasa)

Compartilhar matéria

O segundo estágio de um foguete Falcon 9, da SpaceX, empresa de Elon Musk, colidiu com a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (5/8). O impacto ocorreu próximo às crateras Einstein e Bell, a cerca de 8.700 km/h, sem representar risco para a Terra.

Segundo estimativas da Nasa, a colisão deve ter formado uma cratera de aproximadamente 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade, além de lançar poeira e fragmentos de rochas para o espaço. A energia liberada equivale à explosão de cerca de 2,8 toneladas de TNT.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O estágio do foguete permaneceu em órbita desde janeiro de 2025, quando foi usado no lançamento de dois módulos de pouso lunar. O Blue Ghost-1, da empresa americana Firefly Aerospace, concluiu a missão com sucesso. Já o módulo japonês Hakuto-R, da iSpace, caiu durante a tentativa de pouso.

A Nasa informou que o impacto foi provocado pela combinação entre a atividade solar e as forças gravitacionais, que alteraram a trajetória do equipamento. A agência também afirmou que a SpaceX realizou o descarte do estágio conforme os procedimentos previstos após o lançamento.

A rota foi identificada inicialmente por astrônomos independentes a partir de dados públicos. Depois, o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, confirmou 100% de probabilidade de colisão com a superfície lunar.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Embora o impacto não pudesse ser observado da Terra devido à iluminação da região atingida, ele será analisado em detalhes. O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), sonda que orbita a Lua desde 2009, fará imagens do local antes e depois da colisão. Os primeiros registros devem ser divulgados nas próximas semanas.

Evento é raro, mas impactos são comuns

Apesar de envolver um objeto construído pelo homem, a Nasa destaca que colisões com energia semelhante são frequentes na Lua. Em média, um meteoroide desse porte atinge a superfície lunar a cada seis dias.

A principal diferença neste caso é que os pesquisadores conhecem com precisão a origem do objeto, sua massa, velocidade e o local exato do impacto. Essas informações devem ajudar os cientistas a compreender melhor o comportamento do material ejetado e a composição do solo lunar.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e repórter da Rede 98 desde 2025. É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Mundo

IA será aliada na busca por vida extraterrestre, diz cientista Jill Tarter

Eclipse solar total em agosto será visto do Brasil?

Petrobras anuncia descoberta de gás no poço Sandia-1 na Colômbia

Papa Leão XIV diz amar os EUA, mas se define como papa universal

Mais de mil membros de empresas de IA pedem freio no avanço da tecnologia ao governo dos EUA

Nasa planeja retorno de astronautas à Lua para o início de 2028, afirma chefe da agência

Últimas notícias

Fiemg: corte da Selic para 14% é positivo, mas juros seguem elevados para impulsionar a indústria

Copom reduz taxa de juros em 0,25 ponto pela 4ª vez seguida e Selic cai a 14% ao ano

Cruzeiro x Chapecoense: acompanhe AO VIVO na Rede 98!

Renan Santos: Se STF tomar decisão ilegal, ela não será cumprida em meu governo

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Flávio e demais filhos no Dia dos Pais

Linkin Park anuncia documentário “Unshatter” nos cinemas com show gravado em SP

Inflação desacelera em Belo Horizonte e fecha julho com alta de 0,41%, aponta Ipead

IA da Anthropic cria perfil falso para enganar humano em teste de segurança cibernética

Augusto Cury anuncia Júlio Delgado como vice e propõe mudança no regime brasileiro