A União Europeia impôs, nesta segunda-feira (20), uma multa de 550 milhões de euros (cerca de R$ 3,2 bilhões) à plataforma chinesa de comércio eletrônico AliExpress. Os reguladores puniram a subsidiária do grupo Alibaba por permitir a comercialização de produtos proibidos, brinquedos perigosos e roupas falsificadas dentro do bloco econômico.
A Comissão Europeia aplicou a sanção após uma investigação de mais de dois anos constatar que a empresa descumpriu a Lei de Serviços Digitais (DSA). O regulamento europeu obriga as grandes plataformas a avaliarem e mitigarem com rigor os riscos associados à venda de mercadorias ilegais. A multa, portanto, representa a maior penalidade financeira aplicada por Bruxelas desde a criação da lei de controle digital.
O Executivo europeu apontou que os sistemas de detecção de fraudes da AliExpress não funcionavam adequadamente e que a equipe de fiscalização sofria com a falta de pessoal. Os vendedores mal-intencionados conseguiam burlar os filtros de verificação da plataforma com extrema facilidade. Agora, o site tem o prazo de três meses para apresentar um plano de conformidade com as regras da União Europeia.
Plataforma contesta valores e outras marcas seguem na mira
“Não concordamos com a decisão emitida hoje nem com esta multa desproporcional, que não refletem nem nossos princípios estabelecidos nem as medidas significativas e proativas que implementamos”, declarou a AliExpress à agência francesa AFP. A diretoria da gigante varejista não confirmou se pretende recorrer judicialmente da punição nos tribunais da Europa.
A investida de Bruxelas faz parte de uma campanha ampla de fiscalização sobre os comércios de origem asiática que atuam no mercado internacional. Em maio, as autoridades já haviam multado a concorrente Temu em 200 milhões de euros por motivos semelhantes. Além disso, a popular rede de moda rápida Shein também figura na lista de investigações em andamento dos fiscais europeus.
A rede social X, do bilionário Elon Musk, também enfrentou sanções no fim de 2025, recebendo uma multa de 120 milhões de euros por violar as obrigações de transparência da mesma legislação. A Comissão Europeia, por fim, reforça que todas as grandes corporações tecnológicas precisam respeitar as mesmas diretrizes de segurança se quiserem continuar operando na região.
