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Walter Delgatti ganha direito ao regime semiaberto após decisão de Moraes

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Delgatti foi condenado por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, incluindo uma ordem de prisão fictícia contra o próprio ministro Moraes (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) a progressão de regime do hacker Walter Delgatti Neto. Com a decisão, Delgatti deixa o regime fechado para cumprir o restante de sua pena no semiaberto.

A mudança atende a um pedido da defesa, que argumentou que o detento já cumpriu os requisitos legais necessários para o benefício.

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Os fundamentos da progressão

A decisão de Moraes baseou-se no cumprimento de mais de 20% da pena de oito anos e três meses imposta pela Primeira Turma do STF em maio de 2024. Delgatti foi condenado por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, incluindo uma ordem de prisão fictícia contra o próprio ministro Moraes.

Além do tempo de reclusão, outros fatores pesaram na decisão:

  • Parecer favorável da PGR: O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado positivamente, confirmando que o hacker atingiu o tempo mínimo de prisão (mais de um ano e 11 meses).
  • Bom comportamento: A unidade prisional emitiu um atestado de conduta carcerária favorável, preenchendo o requisito subjetivo para a progressão.

Contexto e condenações

O caso em questão também envolve a ex-deputada Carla Zambelli, condenada a dez anos de prisão por ser a mandante das invasões e da falsificação de documentos no sistema do CNJ.

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Apesar do benefício concedido hoje, a situação jurídica de Delgatti ainda é complexa. O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o hacker pode retornar ao regime fechado caso:

1 – Pratique novo crime doloso ou falta grave;

2 – Seja condenado em outros processos com trânsito em julgado.

Outros processos: Delgatti possui uma condenação de primeira instância a 20 anos de prisão relativa à invasão de mensagens de autoridades da Operação Lava Jato (como Sergio Moro e procuradores). Como este processo ainda permite recursos, a pena não começou a ser executada formalmente.

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*Com informações da Agência Brasil

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Wagner Vidal

Jornalista com 25 anos de atuação no mercado. No telejornalismo desenvolveu as funções de repórter, apresentador, editor de textos e roteirista. Acumula também experiência em Assessoria de Comunicação governamental, com gestão de pessoas e gerenciamento de crises. Atualmente é coordenador de conteúdo multimídia na Rede 98.

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