PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Zema sanciona orçamento de 2026 com déficit de R$ 5,2 bilhões

Siga no

Orçamento prevê alta na arrecadação, mas despesas seguem acima da receita (Gil Leonardi/Imprensa MG)

Compartilhar matéria

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sancionou, nesta quinta-feira (15/1), a lei que estabelece o orçamento do estado para o exercício financeiro de 2026. O texto estima uma receita em cerca de R$ 141,7 bilhões, despesas em R$ 146,9 bilhões e, consequentemente, um déficit de aproximadamente R$ 5,2 bilhões.

Cerca de 72,3% da arrecadação prevista provém de receitas tributárias. O destaque é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que deve crescer em torno de 10% e alcançar mais de R$ 93 bilhões em 2026.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Do lado das despesas, os gastos com pessoal continuam absorvendo a maior fatia dos recursos, representando mais da metade do orçamento total. O cenário coloca pressão sobre as contas públicas do estado e contribui para o rompimento de limites fiscais previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Ajustes e vetos na lei orçamentária

Na sanção, o governador vetou um único dispositivo do texto aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG): o ponto que tratava do prazo de vigência do Fundo de Apoio Habitacional aos Militares do Estado de Minas Gerais. O trecho havia sido estendido até dezembro de 2026 pelos deputados, mas o governador argumentou que já existe legislação vigente estendendo esse prazo até 2040.

O veto, agora, será analisado pelos parlamentares em turno único nos próximos 30 dias. A rejeição definitiva dependerá de um mínimo de 39 votos contrários para ser derrubado.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Propag e plano plurianual

A peça orçamentária considera a adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que prevê condições mais favoráveis para o pagamento de encargos da dívida com a União. A expectativa é que o programa reduza os gastos com amortização e juros e abra espaço fiscal para investimentos prioritários, como saúde, educação e infraestrutura.

Além do orçamento, Zema também sancionou a revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG 2024-2027), que estabelece as diretrizes de gastos e investimentos mineiros para o período. A revisão inclui 181 programas e 993 ações, com parte deles considerados estratégicos pelo governo estadual.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

‘Aumento da tarifa não tem relação com o início da operação da Linha 2 do metrô’, diz Simões

Estações Nova Suíça e Amazonas, as primeiras da Linha 2 do metrô, são inauguradas em BH; veja fotos

BDMG libera R$ 3 bilhões em crédito para a safra 2026/2027

Comissão da ALMG apura suposto desaparecimento de obras de arte e objetos do Palácio Mangabeiras

MPMG questiona soluções de mobilidade no Trevo do Belvedere

Justiça reverte justa causa de funcionário que atribuiu rasura em atestado à filha de 10 anos

Últimas notícias

Payroll fraco muda mercado, mas juros sobem no Brasil

Leilões de fazendas crescem com crise no agro

As nuvens mudam no céu político de Minas

Por que os fones com fio voltaram à moda entre jovens

Sua reputação no Google pode abrir ou fechar portas

Por que juros altos reduzem o valor das ações

BNDES amplia uso de bicicletas elétricas em entregas

Como os memes mudaram a forma de viver a Copa

Ilusão da transparência prejudica líderes e equipes