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Minas envia adesão ao Propag e oferece até R$ 96 bilhões em ativos para abater dívida com a União

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Cidade Administrativa é a sede do governo de Minas (Gil Leonardi/Agência Minas)

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O Governo de Minas Gerais enviou ao Ministério da Fazenda, nesta quinta-feira (6/11), o ofício que confirma a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O documento, assinado pelo governador Romeu Zema e pelo vice-governador Mateus Simões, marca um novo passo na tentativa de reduzir o passivo com a União, hoje estimado em R$ 181 bilhões.

Minas optou pela modalidade do programa que permite abatimento de até 20% da dívida, com pagamento integral em 30 anos e juros de 0% ao ano, corrigidos apenas pelo IPCA. A regra está prevista na Lei Complementar 212/2025, que instituiu o Propag.

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Para isso, o estado precisa disponibilizar pelo menos R$ 36 bilhões em ativos para avaliação e eventual federalização pela União. No entanto, o governo listou R$ 96 bilhões em possibilidades, oferecendo margem para que o abatimento máximo seja atingido.

O que Minas colocou na mesa

A lista enviada à União inclui quatro grandes grupos de ativos:

Tipo de ativoValor estimado
Imóveis do estadoR$ 2,2 bilhões
Fluxo de recebíveis (royalties, compensações e créditos jurídicos)R$ 72,7 bilhões
Créditos inscritos na Dívida AtivaR$ 2,6 bilhões
Participações societárias (Cemig, Codemge, MGI)R$ 19,2 bilhões

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O maior volume está nos fluxos de recebíveis, que incluem compensações por exploração de recursos naturais, petróleo, recursos hídricos e créditos vinculados ao Fundef/Fundeb. Somente nessa frente, o estado projeta receber R$ 10,8 bilhões provenientes de decisões judiciais em tramitação no STF.

Também estão na lista:

  • Transformação da Cemig em corporation, com manutenção de golden share pelo estado.
  • Possível federalização da Codemge e dos ativos da MGI.
  • Transferência de imóveis mediante autorização da Assembleia Legislativa.

Próximos passos

  • Com o envio do ofício, o estado solicita o encerramento do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
  • O termo aditivo de adesão ao Propag deve ser assinado até meados de dezembro de 2025.
  • O novo modelo passa a valer a partir de janeiro de 2026, já com juro zero.

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Por que isso importa

A dívida com a União consome parte significativa do orçamento estadual e impede o aumento de investimentos próprios em áreas como infraestrutura, segurança e educação. Se a proposta for aceita nos moldes enviados, Minas passa a ter:

  • juros reduzidos a 0%,
  • limite de 30 anos para pagamento,
  • possibilidade de amortização com bens e créditos já existentes — e não apenas com receita corrente.

O governo afirma que essa é a primeira vez em décadas que Minas tem uma oportunidade de reestruturar seu passivo sem contrair novas dívidas.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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