Nesta quarta-feira (2/4) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, data reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O transtorno, que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros, ainda é estigmatizado e alvo de desinformação.
Ao contrário do que muitos pensam, pessoas autistas são sim afetuosas e gostam de receber carinho. Eles podem apenas não saber como demonstrar ternura.
Outro mito muito comum é que autistas não têm amigos. Na verdade, eles são seletivos e se identificam com pessoas que os compreendem.
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista reagem a estímulos sensoriais e normalmente percebem quando não são acolhidos. Por isso, é importante respeitar o tempo de interação social delas.
Mais um pensamento muito recorrente é que autistas são “gênios”. A verdade é que alguns se destacam em determinadas áreas, mas necessitam de orientação especializada para dar funcionalidade a suas habilidades.
Por fim, autistas não são agressivos. O que pode acontecer é que eles afastem bruscamente de quem os causa desconforto.
Diagnóstico
Especialistas explicam que o autismo deve ser diagnosticado por um psiquiatra ou neurologista após observação clínica e entrevistas com familiares. Esse diagnóstico também pode ser apoiado por educadores, psicólogos e terapeutas.
O tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar e, no caso das crianças, visam o desenvolvimento da linguagem e da socialização, além do suporte psicopedagógico. Em adolescentes e adultos o foco geralmente são as dificuldades sociais, a autonomia, as habilidades voltadas para o trabalho e a convivência.
Tratamento
Por vezes o uso de medicação é necessário com a orientação médica de um especialista. Terapeutas, escola e família são parceiros no tratamento das pessoas com TEA. A comunicação e troca de informações entre todos são fundamentais para o pleno desenvolvimento da pessoa com autismo.
Apoio em BH
Em Belo Horizonte, foi inaugurado no ano passado o primeiro Núcleo de Atendimento aos Transtornos de Neurodesenvolvimento com foco em Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Esse serviço da rede SUS-BH permite um atendimento de forma multiprofissional, com avaliação, diagnóstico e acompanhamento dos casos, tudo integrado com a rede assistencial da cidade.
O núcleo funciona na rua Padre Marinho, nº 150, no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul de Belo Horizonte.