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Hospital da Baleia completa 82 anos; conheça a origem do nome da instituição

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Igor Teixeira

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(Foto: Divulgação/Arquivo/ Hospital da Baleia)

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Neste sábado (04/7), o Hospital da Baleia completa 82 anos de história como uma das principais instituições filantrópicas de saúde de Minas Gerais. Fundado em 1944 para tratar crianças com tuberculose, o hospital se reinventou ao longo das décadas, tornou-se referência em diversas especialidades médicas e, atualmente, atende exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da trajetória na saúde, a instituição também desperta curiosidade pelo nome. Afinal, como um hospital localizado em Minas Gerais, estado sem litoral, passou a ser conhecido como Hospital da Baleia?

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De onde surgiu o nome Hospital da Baleia?

A origem do nome da instituição é cercada por diferentes versões. Uma delas diz que o encontro das serras ao redor da antiga fazenda lembrava a cauda de uma baleia. Outra sustenta que a área, com cerca de três milhões de metros quadrados, vista do alto, teria o formato do animal.

No entanto, a presidente da Fundação Benjamin Guimarães, mantenedora do hospital, Tereza da Gama Guimarães Paes, afirma que existe uma explicação considerada mais fiel.

Segundo ela, a região possui diversas nascentes que formam pequenos córregos. Durante muitos anos, crianças que moravam nos arredores costumavam brincar no local em busca de girinos.

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“Nos terrenos existem diversas nascentes que formam córregos. Durante muitos anos, as crianças da região vinham brincar aqui, nos gramados e na mata, para pegar girinos. Então elas diziam umas às outras: ‘vamos lá pegar a baleinha’. Essa história foi passando de geração em geração e, para mim, é a versão mais fiel para a origem do nome”, explica.

Hospital nasceu para combater a tuberculose infantil

O Hospital da Baleia foi criado em 1944 pelo industrial têxtil Benjamin Ferreira Guimarães, motivado pelo filho, o médico Antônio Mourão Guimarães. Na época, o objetivo era oferecer tratamento a crianças acometidas pela tuberculose, uma das doenças que mais provocavam mortes no país.

Além da assistência médica, a instituição também oferecia moradia, alimentação, escola e um ambiente seguro para crianças em tratamento ou em risco de contágio. O hospital foi construído em um terreno da antiga Fazenda da Baleia, cedido pelo governo de Minas Gerais para integrar a Cruzada Mineira contra a Tuberculose.

Instituição se reinventou ao longo das décadas

Com o avanço dos antibióticos e a redução dos casos de tuberculose, o Hospital da Baleia ampliou sua atuação.

Na década de 1950, tornou-se referência nacional em ortopedia infantil, principalmente no tratamento do pé torto congênito.

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Em 1977, foi pioneiro ao criar o primeiro curso de pós-graduação médica do país nos moldes da atual residência médica.

Já em 1984, deixou de atender exclusivamente crianças e passou a funcionar como hospital geral. Poucos anos depois, entre 1987 e 1990, integrou-se ao modelo que deu origem ao SUS.

Hospital atende exclusivamente pacientes do SUS

Desde 2023, toda a assistência prestada pelo Hospital da Baleia é destinada aos pacientes do Sistema Único de Saúde. Hoje, a instituição oferece mais de 30 especialidades médicas, incluindo oncologia, ortopedia, nefrologia, pediatria, saúde da mulher e tratamento de fissuras labiopalatinas.

Os pacientes são encaminhados pelas secretarias municipais de saúde de diversas cidades mineiras.

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Doações ajudam a manter atendimento

Apesar de atuar exclusivamente pelo SUS, parte importante da manutenção do hospital depende da solidariedade da sociedade.

Segundo a Fundação Benjamin Guimarães, aproximadamente 25% da receita anual da instituição é proveniente de doações feitas por pessoas físicas, empresas e emendas parlamentares.

“Nossa sustentabilidade depende do apoio da sociedade. A solidariedade é essencial para que possamos continuar oferecendo assistência humanizada e gratuita para quem mais precisa”, afirma Tereza da Gama Guimarães Paes.

Atualmente, a instituição também investe em ensino, pesquisa, inovação tecnológica e programas voltados à ampliação da capacidade de atendimento em Minas Gerais.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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