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Procedimentos esteticos no verão: o que é proibido e o que funciona

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Vai para a praia? Veja a antecedência ideal para procedimentos estéticos e a lista de ativos proibidos na sua rotina de pele durante o verão (foto: pixabay)

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Com a chegada de dezembro, as clínicas dermatológicas ficam lotadas de pacientes em busca da “pele perfeita” para o Réveillon e as férias. No entanto, a pressa pode ser inimiga da perfeição. Segundo Matheus Teodoro, médico dermatologista, realizar procedimentos agressivos pouco antes da exposição solar pode resultar em manchas definitivas e efeito rebote.

Preparamos um guia completo com base nas orientações do especialista para você aproveitar o verão com segurança.

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A regra de ouro: antecedência e planejamento

Muitos pacientes desejam realizar lasers ou peelings em cima da hora, mas o verão é um período crítico. A pele recém-tratada fica com a barreira fragilizada e inflamada, tornando-se extremamente sensível à radiação UV.

“Existe um limite de segurança e a maioria das vezes é melhor deixar o procedimento para depois do verão”, alerta Dr. Matheus. “Essa exposição ao sol de forma precoce vai aumentar muito o risco de manchas, que chamamos de hipercromia pós-inflamatória, de queimadura, de resultados irregulares e até mesmo de efeito rebote”.

A recomendação do especialista: Se você planeja ir à praia ou piscina, procedimentos que sensibilizam a pele devem ser feitos com antecedência mínima de 30 a 60 dias ou adiados para depois da temporada.

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O que é ‘proibido’ no verão (não verão-friendly)

Para evitar cicatrizes e manchas, certos tratamentos devem ser suspensos. A regra prática sugerida pelo Dr. Matheus é simples: “Se gera crosta, descamação visível ou uma inflamação intensa, não é ‘verão-friendly’, então não é interessante fazer próximo do verão”.

Evite:

• Laser de CO2 e Erbium;

• Luz Intensa Pulsada;

• Peelings médios e profundos;

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• Tratamentos agressivos para melasma.

Procedimentos seguros para fazer em dezembro

A boa notícia é que nem tudo está proibido. Existem tratamentos que não agridem a superfície da pele e são seguros mesmo com o calor intenso, desde que seguidos os cuidados básicos de evitar sol nas primeiras 24 a 48 horas.

1. Toxina botulínica: Totalmente segura. Ao contrário do mito popular, “o calor não inativa a toxina e ela pode ser feita inclusive perto de viagens”.

2. Preenchedores de ácido hialurônico: Seguros, desde que aplicados com a técnica correta.

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3. Bioestimuladores de colágeno: Ideais para esta época. Eles melhoram a hidratação, o viço e a densidade da pele sem risco de hiperpigmentação.

4. Ultrassom Microfocado (ex: Ultherapy PRIME): Atua nas camadas profundas sem gerar danos superficiais, sendo uma excelente tecnologia para firmeza da pele no verão.

Por que a pele mancha no calor? (mesmo na sombra)

Não é apenas o sol direto que preocupa. O “mormaço” e o calor ambiente também afetam a cicatrização. O Dr. Matheus explica que após um procedimento, a pele entra em “inflamação controlada”. O calor dilata os vasos sanguíneos e prolonga essa inflamação, o que pode levar a manchas.

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“Pele em cicatrização mais sol ou calor é igual um estímulo errado no momento errado, o risco aqui não é só queimar, é manchar definitivamente”.

Isso significa que saunas, praias (mesmo na sombra) e exercícios intensos pós-procedimento podem agravar inchaços e retardar a recuperação.

Skincare de Verão: O Que Cortar e O Que Manter

Sua rotina noturna de ácidos deve mudar nas férias. Produtos que afinam a pele aumentam o risco de irritação.

Suspenda o uso de:

Retinoides: Retinol, tretinoína e adapaleno.

Ácidos esfoliantes: Glicólico, salicílico, lático e mandélico.

Vitamina C muito ácida: Altas concentrações podem causar ardor em peles reativas ao calor.

Invista em:

Hidratantes reparadores: busque fórmulas com ceramidas, colesterol e ácido hialurônico.

Ativos calmantes: pantenol, alantoína, bisabolol e centella asiática ajudam a “acalmar” a pele pós-sol.

“No verão a pele precisa se defender, e não ser estimulada”, resume o médico.

O poder do protetor solar com cor

Para quem tem melasma ou fez procedimentos recentes, o filtro solar branco tradicional pode não ser suficiente. A luz visível (claridade do dia, luz de telas) também estimula a pigmentação.

“O protetor solar com cor faz toda a diferença… Costumo explicar aos pacientes que é como colocar uma cortina além do vidro: a proteção fica muito mais completa”, afirma Dr. Matheus.

O pigmento (óxido de ferro) cria uma barreira física que reflete a luz visível, essencial para evitar o efeito rebote do melasma.

Checklist de proteção reforçada

Para finalizar, o especialista lembra que a proteção deve ser feita em camadas. O protetor solar (FPS acima de 50) é a base, mas não trabalha sozinho.

1. Proteção física: Use chapéus de aba larga e busque estar perto de um guarda-sol. “O melhor protetor solar que existe é a sombra”.

2. Antioxidantes: Vitamina C e E tópicas funcionam como um “escudo interno” contra radicais livres.

3. Fotoproteção oral: Cápsulas com Polypodium leucotomos ou carotenoides ajudam como adjuvantes.

4. Controle da temperatura: Evite banhos quentes e use compressas frias após a exposição ao sol

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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