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Viagra pode ajudar no tratamento do Alzheimer, indica estudo

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Imagem ilustrativa de um comprimido azul | Foto: Freepik

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Um medicamento conhecido mundialmente para tratar disfunção erétil pode ter um novo uso no futuro. O sildenafil, princípio ativo do Viagra, está entre remédios já aprovados que demonstraram potencial para prevenir ou tratar a doença de Alzheimer, segundo um estudo liderado pela University of Exeter e publicado na revista científica Alzheimer’s Research & Therapy.

A pesquisa analisou medicamentos utilizados atualmente para outras doenças para verificar se eles poderiam proteger o cérebro ou interferir em processos ligados ao Alzheimer. Além do Viagra, os cientistas também destacaram a vacina contra herpes-zóster Zostavax e o riluzol, usado no tratamento de doença do neurônio motor.

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O que o estudo indica

De acordo com os pesquisadores, o sildenafil pode ajudar a proteger células nervosas e reduzir o acúmulo da proteína tau, associada ao desenvolvimento do Alzheimer. Em estudos com camundongos, o medicamento também mostrou melhora na memória e na capacidade cognitiva, possivelmente por aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro.

Os cientistas analisaram cerca de 80 medicamentos já existentes. Um painel internacional com 21 especialistas selecionou três candidatos considerados prioritários para novas pesquisas, levando em conta evidências científicas e a segurança para uso em idosos.

Reaproveitamento de medicamentos

A estratégia usada no estudo é conhecida como reaproveitamento de medicamentos — quando um remédio já aprovado passa a ser investigado para tratar outra doença. Segundo os pesquisadores, esse caminho pode acelerar a descoberta de novos tratamentos.

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Criar um novo medicamento pode levar mais de uma década e custar bilhões, sem garantia de sucesso. Utilizar substâncias já conhecidas pode tornar o processo mais rápido e seguro.

Vacina também chamou atenção

Entre os três candidatos, a vacina contra herpes-zóster apresentou os sinais mais fortes de benefício. Pesquisas anteriores sugerem que pessoas vacinadas podem ter cerca de 16% menos chance de desenvolver demência. Mesmo assim, os autores ressaltam que ainda são necessários ensaios clínicos para confirmar os efeitos em pacientes.

A pesquisadora Anne Corbett, da University of Exeter, afirma que diferentes abordagens serão necessárias para enfrentar a doença. “Vencer a demência exigirá explorar todas as frentes de pesquisa, desde usar o que já sabemos até descobrir novos medicamentos para tratar e prevenir a condição.”

Ela acrescenta que o reaproveitamento de remédios pode ajudar a transformar tratamentos atuais em novas alternativas contra o Alzheimer, mas ressalta que os resultados ainda precisam ser confirmados em estudos clínicos.

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