PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Quais são os erros mais comuns em rotinas de skincare sem orientação profissional?

Siga no

(Dermatologista explica como identificar sinais de excesso de skincare e o que fazer para recuperar a barreira cutânea. Saiba mais. (foto: Pixabay)

Compartilhar matéria

Muitos hábitos parecem inofensivos, mas comprometem seriamente a saúde da pele quando repetidos sem critério. O dermatologista Lucas Miranda aponta que o erro mais frequente é a combinação de múltiplos ativos irritativos sem adaptação gradual.

“O uso simultâneo de ácidos esfoliantes, retinoides e vitamina C em altas concentrações, sem adaptação progressiva, é um dos erros mais frequentes”, alerta o especialista.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Outro equívoco comum é a esfoliação excessiva — física ou química — que remove lipídios essenciais da camada córnea. Lavar o rosto várias vezes ao dia ou usar sabonetes agressivos também contribui para o ressecamento e o temido efeito rebote de oleosidade.

A ausência de hidratante adequado e o uso irregular de protetor solar completam o quadro de hábitos que desestabilizam a pele.

Quais combinações de ativos são perigosas para a pele?

Nem tudo que promete resultado pode ser usado junto. Segundo Lucas Miranda, algumas combinações são “classicamente problemáticas” quando feitas sem acompanhamento dermatológico.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Associações que exigem cuidado redobrado:

  • Retinoides + ácidos esfoliantes (glicólico ou salicílico): aumentam significativamente o risco de irritação intensa e dermatite
  • Vitamina C em formulações ácidas + ácidos esfoliantes na mesma rotina: podem comprometer a tolerância cutânea
  • Peróxido de benzoíla + retinoides tópicos: além de irritar, o peróxido pode inativar algumas formas de retinol

“Embora essas associações possam ser utilizadas em protocolos dermatológicos, isso deve ser feito com orientação técnica, ajustes de frequência e suporte adequado da barreira cutânea”, reforça o dermatologista.

O que fazer quando a pele está sobrecarregada? Existe um “detox” da pele?

A resposta é direta: simplificar. O especialista recomenda suspender imediatamente todos os ativos potencialmente irritantes — ácidos, retinoides e esfoliantes — e adotar o que chama de protocolo de recuperação da barreira cutânea.

“Esse ‘detox’ consiste basicamente em três pilares: limpeza suave com sabonete não agressivo, hidratação intensiva com produtos ricos em ceramidas, pantenol ou glicerina, e fotoproteção rigorosa”, orienta Lucas Miranda.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Protocolo de recuperação da pele:

  • Limpeza: sabonete suave, sem ativos irritantes
  • Hidratação: produtos com ceramidas, pantenol ou glicerina
  • Proteção solar: uso rigoroso e diário

O período de reparação costuma durar de 7 a 14 dias, mas pode variar conforme a gravidade do quadro. Depois, os ativos devem ser reintroduzidos de forma gradual — preferencialmente com orientação de um dermatologista.

Como diferenciar purging de reação alérgica na pele?

Essa dúvida é uma das mais comuns entre quem está começando a usar ácidos ou retinoides. O dermatologista Lucas Miranda explica que o purging acontece quando ativos aceleram a renovação celular, provocando o surgimento temporário de lesões acneicas em áreas onde o paciente já tinha tendência à acne. Esse processo tende a melhorar em algumas semanas.

Já a hipersensibilidade ou dermatite irritativa apresenta características distintas: “Ardor intenso, vermelhidão difusa, descamação, coceira e, por vezes, sensação de queimação imediata após a aplicação do produto, inclusive em áreas onde não havia lesões prévias”, detalha o especialista.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quando procurar um dermatologista:

  • Dor ou desconforto significativo após a aplicação de produtos
  • Piora progressiva do quadro, mesmo após suspender o ativo
  • Sintomas que persistem por mais de 2 a 4 semanas
  • Dúvida entre purging e reação adversa

“Sempre que houver dúvida entre purging e reação adversa, a avaliação especializada é fundamental para evitar agravamento”, reforça o médico.

Compartilhar matéria

Siga no

Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Saúde

Ministério da Saúde mobiliza hospitais e amplia cirurgias do SUS em Minas Gerais

Lab-to-Lab Pardini leva inovação e debates sobre medicina diagnóstica ao CBAC 2026

Procedimento inédito no SUS de Minas usa polilaminina em paciente com trauma medular

Anvisa proíbe plataforma Voy, que indicava canetas emagrecedoras online

Acrilamida: Anvisa alerta para substância formada quando alimentos passam do ponto

Frio aumenta risco de crises em pacientes com DPOC; veja como se proteger

Últimas notícias

Jaques Wagner volta a negar irregularidades e diz que vai desmontar ‘mentira’

STF forma maioria para liberar parte dos penduricalhos de juízes e promotores

Flávio reforça busca por vice mulher e tenta virar página após atrito com Michelle

Número de mortos por terremotos na Venezuela ultrapassa 1,4 mil

CBF decide não levar Raphinha para Brasil x Japão; entenda

Vai ter aula nas escolas estaduais no dia do jogo do Brasil? Veja como ficam os serviços em MG na segunda

Nova espécie de planta é descoberta na Serra do Espinhaço e reforça importância da conservação em MG

Álvaro Damião veta lei que criava multa de R$ 1,5 mil para usuários de drogas em BH

Flávio Bolsonaro vai ao STF contra Janones por xingamentos no Instagram