O sistema de tratamento de odores instalado recentemente pela Copasa na região da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo e furto. Os danos foram identificados durante uma visita de rotina realizada por equipes da companhia nessa terça-feira (9/9). Materiais elétricos foram levados e outras partes da estrutura foram danificadas, interrompendo o funcionamento do equipamento.
A Copasa registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. A presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, esteve no local nesta quarta-feira (10/9) para verificar os danos, acompanhada de representantes das polícias Civil e Militar e da Guarda Municipal.
“É um ato de vandalismo, de depredação de um investimento relevante para a cidade de Belo Horizonte, considerando o problema recorrente que nós temos de odor na Lagoa da Pampulha”, afirmou Marília.
O equipamento fica em uma unidade conhecida como caixa de manobras, próxima ao Aeroporto da Pampulha. Pelo local passa o esgoto coletado nas bacias da Lagoa da Pampulha e em parte de Contagem, que é levado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça.
A estrutura recebe cerca de 1.200 litros de esgoto por segundo. A mudança no fluxo do material pode provocar a liberação de gases, como o gás sulfídrico, associado ao mau cheiro. O sistema instalado pela Copasa tem a função de reduzir a concentração desses gases no local. Com os danos provocados pelo vandalismo, o equipamento deixou de operar.
Reparo deve levar cerca de um mês
A Copasa informou que vai reparar o sistema. De acordo com a companhia, devido à extensão dos danos e à necessidade de um serviço especializado, o trabalho deve levar cerca de um mês.
A companhia também informou que pretende instalar câmeras de monitoramento na área para aumentar a segurança da estrutura.
O sistema havia sido instalado recentemente, com custo informado pela Copasa de aproximadamente R$ 240 mil, em uma ação voltada à redução do mau cheiro associado à unidade de esgoto localizada na região da Pampulha.
