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BH recebe Conacarne: congresso nacional discute o futuro da carne bovina

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A genética animal é um dos temas mais relevantes do Conacarne. mais de 60% dos touros utilizados no Brasil são de origem desconhecida, sem controle genealógico (Foto: Freepik.com)

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Nos dias 18 e 19 de setembro, Belo Horizonte sediará o maior evento dedicado à cadeia da carne bovina no país: o Congresso Nacional da Carne (CONACARNE). Realizado no Expominas, o encontro reunirá produtores rurais, industrias, técnicos e especialistas de todo o Brasil, promovendo debates sobre os desafios e oportunidades do setor. “Minas Gerais tem um papel de destaque nacional na bovinocultura, especialmente na área de genética, e por isso foi escolhida como sede desta edição inédita”, explicou Rafael Rocha, gerente de agronegócio do sistema Faemg Senar.

Rafael destacou que o congresso é voltado principalmente ao produtor rural e foca em apresentar soluções práticas que ajudem a alinhar a produção às exigências do mercado. “O objetivo é discutir que tipo de boi devemos produzir para atender o consumidor nacional e os internacionais, europeu, americano, chinês, cada um com suas exigências específicas”, afirmou. Questões como sustentabilidade, rentabilidade e qualidade da carne também estarão no centro dos debates.

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A genética animal é um dos temas mais relevantes do congresso. Segundo Rafael, apesar dos avanços, ainda há muito espaço para crescimento. “Hoje, mais de 60% dos touros utilizados no Brasil são de origem desconhecida, sem controle genealógico. Isso compromete o potencial produtivo. O evento quer mostrar ao produtor a importância de investir em genética e tecnologia para ganhar eficiência”, disse.

Carne na mira dos Estados Unidos

Outro tema de grande repercussão será o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos à carne brasileira. Rafael avaliou o cenário com cautela, lembrando que os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no setor, ainda que recentemente tenham sido superados pelo México. “Manter o tarifaço, como está sendo desenhado, é extremamente negativo. Podemos buscar novos mercados, mas inevitavelmente perderemos valor no produto”, alertou.

No mercado interno, os efeitos das transformações discutidas no congresso também devem ser percebidos, mesmo que a médio prazo. Rafael explicou que o consumidor brasileiro está cada vez mais exigente, demandando informações sobre rastreabilidade, origem e qualidade da carne. “Quando se produz com mais eficiência e escala, conseguimos oferecer um preço mais justo ao consumidor. Essa é uma consequência natural de uma cadeia bem estruturada”, afirmou.

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Para participar do CONACARNE, os produtores interessados devem procurar os sindicatos rurais da sua região. O evento é gratuito, mas direcionado ao público do campo.

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Kellen Lanna

Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.

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