O comandante Ramiro Valdés Menéndez, um dos principais nomes da Revolução Cubana e fundador do serviço de inteligência do país, morreu neste domingo (21/6), aos 94 anos. A informação foi confirmada pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a morte de Ramiro Valdés “dói profundamente, como a de um pai” e relembrou a trajetória do comandante ao lado de Fidel e Raúl Castro.
“Cada ato da vida do comandante Ramiro foi marcado por sua fidelidade absoluta à liderança de Fidel e Raúl, aos seus companheiros de luta e ao Programa do Moncada, cuja essência de justiça defendeu desde o ataque à fortaleza da ditadura, em 1953, até o último suspiro de sua vida exemplar”, escreveu.
Díaz-Canel também destacou o apoio e os conselhos recebidos de Valdés ao longo dos anos e encerrou a mensagem com a tradicional saudação revolucionária: “Hasta la victoria siempre, Comandante!”. (“Até a vitória sempre, comandante!”).
Ramiro Valdés participou do início da Revolução Cubana
Valdés fazia parte do grupo de revolucionários que desembarcou em Cuba a bordo do iate Granma, em dezembro de 1956. A expedição, liderada por Fidel Castro, marcou o início da ofensiva que culminou na derrubada do ditador Fulgencio Batista, em 1959.
Ele era um dos poucos integrantes desse grupo que ainda permaneciam vivos e integrava o seleto grupo de dirigentes cubanos reconhecidos oficialmente como “Comandantes da Revolução”. Durante a guerrilha, atuou ao lado de Fidel Castro e também de Ernesto “Che” Guevara, exercendo funções de destaque nas operações militares.
Responsável pela criaçao do serviço de inteligência cubano
Após a vitória da Revolução, Ramiro Valdés assumiu o Ministério do Interior e ficou responsável pela criação do G2, o serviço de inteligência de Cuba, considerado um dos principais órgãos de segurança do regime cubano.
Ao longo das décadas seguintes, permaneceu em cargos estratégicos do governo e se consolidou como um dos homens de maior confiança da cúpula do Partido Comunista de Cuba. Nos últimos anos, seguia participando da vida política do país e apoiava o governo de Miguel Díaz-Canel, primeiro presidente cubano que não pertence à família Castro desde a Revolução de 1959.