O advogado ultradireitista Abelardo de la Espriella venceu neste domingo (21/6) o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia e será o novo presidente do país. Apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele derrotou o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado político do atual presidente Gustavo Petro, em uma disputa decidida por menos de um ponto percentual.
Com 49,65% dos votos, Espriella superou Cepeda, que obteve 48,70%, segundo a apuração preliminar. A diferença apertada levou integrantes da campanha derrotada a questionarem o resultado e anunciarem que irão contestar a votação em regiões onde alegam ter ocorrido compra de votos.
Disputa foi marcada pela polarização
A eleição encerra uma das campanhas mais polarizadas da história recente da Colômbia. Durante a disputa, Donald Trump manifestou apoio público a Abelardo de la Espriella e afirmou que as relações entre Washington e Bogotá melhorariam caso o advogado fosse eleito.
Já Iván Cepeda foi apresentado como o sucessor político de Gustavo Petro e defendeu a continuidade das políticas sociais implementadas pelo atual governo.
Após a divulgação do resultado preliminar, Petro pediu cautela e afirmou que a população deve aguardar a conclusão da apuração oficial, que continuará nos próximos dias pelas autoridades eleitorais colombianas.
Espriella promete endurecer combate ao crime
Durante a campanha, Abelardo de la Espriella defendeu uma política de segurança mais rígida para enfrentar guerrilhas, organizações criminosas e o narcotráfico. Entre as principais propostas apresentadas estão a construção de megapresídios, a retomada da exploração de petróleo, a redução de impostos e a diminuição do tamanho do Estado.
O presidente eleito também promete estreitar a relação entre Colômbia e Estados Unidos, aproximando novamente Bogotá de Washington.
Oposição promete contestar resultado
Mesmo com a vitória anunciada pela contagem rápida, a campanha de Iván Cepeda informou que irá contestar o resultado em regiões onde aponta suspeitas de irregularidades. Um dos coordenadores da campanha, Jorge Rojas, afirmou que advogados e observadores eleitorais iniciarão a análise da votação e pediu que os apoiadores acompanhem a fiscalização de forma pacífica.
Segundo ele, a contestação se concentrará em municípios da região do Caribe colombiano, onde a oposição afirma ter identificado possíveis casos de compra de votos.
A apuração oficial seguirá pelas comissões eleitorais municipais, departamentais e pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), responsável pela homologação definitiva do resultado.