O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que manterá sua pré-candidatura à Presidência da República e comentou o cenário da direita para 2026. Em entrevista exclusiva à 98 News, ele destacou a presença de diferentes lideranças no campo conservador e disse que a existência de mais de um nome na disputa não o incomoda.
Zema citou o senador Flávio Bolsonaro e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como exemplos de nomes fortes no espectro da direita. Segundo ele, ambos devem ser bem votados em seus estados e a tendência é que haja convergência no segundo turno. “Isso significa uma direita mais forte. Nós estaremos juntos no segundo turno”, afirmou.
O governador também mencionou o vice-governador de Minas, Mateus Simões (PSD), ao tratar de articulações partidárias. Segundo Zema, o acordo envolvendo o PSD prevê a pré-candidatura de Ratinho Júnior, mas isso não impede alianças futuras. Ele disse ter boa relação com outros pré-candidatos e reforçou que levará seu projeto até o final.
Ao defender sua candidatura, Zema afirmou que sua trajetória empresarial o diferencia dos demais postulantes. “Tenho propostas que nenhum outro tem, porque sou empreendedor e não venho da política”, declarou. Entre as pautas, voltou a defender maior transparência na administração pública e criticou o que chamou de “caixas-pretas” no uso de recursos federais. “Estão usando recurso público, tem que prestar contas”, disse, comparando com a política de divulgação de dados adotada em Minas.
Sobre a formação de chapas, Zema esclareceu que os nomes como o senador Thiago Mitraud, a deputada estadual Fernanda Altoé e o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, são cogitados para compor uma eventual chapa encabeçada por Mateus Simões em Minas Gerais.
Em relação à própria chapa presidencial, o governador afirmou que as definições ainda estão em estágio inicial. Segundo ele, os nomes ainda estão “muito verdes”, indicando que as articulações para vice e alianças nacionais ainda não avançaram.
Zema também elogiou o deputado federal Nikolas Ferreira, a quem chamou de “estrela nacional”, e disse ver com entusiasmo o surgimento de uma nova geração de lideranças da direita que deve ganhar protagonismo nos próximos anos.
