O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e saiu em defesa do ex-governador Romeu Zema, ao comentar a possibilidade de inclusão do mineiro em investigações relacionadas à disseminação de informações falsas. A declaração foi dada durante agenda em Belo Horizonte nesta quinta-feira (23/4).
Segundo Caiado, a eventual investigação contra Zema representa um excesso por parte da Corte. “Extrapola as funções do Supremo Tribunal Federal. Ele tem total direito de se expressar e não pode ser impedido de colocar sua opinião”, disse.
O pré-candidato afirmou manter relação próxima com Zema e informou que os dois têm agendas previstas durante a passagem por Minas Gerais.
Discurso contra polarização
Além das críticas ao STF, Caiado afirmou que pretende disputar a Presidência com um discurso de enfrentamento à polarização política. Segundo ele, o cenário atual está concentrado entre grupos que já governaram o país.
“Você tem forças que já estiveram no poder. O eleitor precisa avaliar capacidade de gestão”, declarou. Para o ex-governador, o debate eleitoral deve sair do confronto entre grupos políticos e se concentrar em temas como segurança, educação e economia.
Caiado iniciou a agenda em Minas como parte da estratégia de ampliar a visibilidade nacional. Ele afirmou que pretende apresentar resultados de sua gestão em Goiás como base para a campanha.
Alianças em Minas
Ronaldo Caiado, afirmou que ainda não há definição de alianças políticas em Minas Gerais e negou articulações para compor como vice em outras candidaturas. Ele também comentou a relação com lideranças locais, incluindo o vice-governador Mateus Simões.
Questionado sobre a possibilidade de integrar uma chapa como vice, Caiado foi direto: “Nunca teve essa conversa”. A declaração foi dada ao ser perguntado sobre eventual composição com nomes ligados ao campo da direita.
Sobre a ausência de Mateus Simões em sua agenda, Caiado minimizou e afirmou que não houve desconforto. “De maneira alguma”, disse.
