Brasileiros que planejam morar ou permanecer por mais tempo em Portugal vão enfrentar regras mais rígidas para obtenção de visto a partir de julho de 2026. Entre as principais mudanças está a exigência de comprovação de renda mínima de €1.500 por mês para solicitações de longa duração, além de documentação financeira mais detalhada.
A medida faz parte de um pacote de ajustes adotado por países como Espanha, França, Alemanha, Itália e Holanda para reforçar o controle migratório diante do aumento no fluxo de visitantes estrangeiros. No caso português, o foco recai especialmente sobre brasileiros, que estão entre os principais grupos de turistas e imigrantes no país.
A nova regra vale para vistos de turismo de longa permanência, residência e reunificação familiar. Além da renda mínima, os solicitantes deverão apresentar extratos bancários dos últimos seis meses e comprovação de vínculo empregatício ou prestação de serviço.
Segundo dados da European Travel Commission, mais de 680 mil brasileiros visitaram Portugal em 2025, o que colocou o país entre os principais destinos europeus para turistas do Brasil. O volume elevado de pedidos é apontado como um dos fatores para o endurecimento das exigências.
Turismo de curta duração segue sem visto
Para viagens de até 90 dias dentro do período de 180 dias permitido pelo Espaço Schengen, brasileiros continuam isentos de visto. Nesse caso, permanecem as exigências já conhecidas, como comprovação de hospedagem, passagem de volta e recursos financeiros para a estadia.
As mudanças, portanto, impactam principalmente quem pretende permanecer por mais tempo ou iniciar processos de residência no país.
Prazo e filas nos consulados
Consulados portugueses no Brasil já registram aumento na demanda, com tempo de espera que pode variar entre 45 e 60 dias para análise de vistos de longa permanência.
A recomendação é que interessados iniciem o processo com antecedência mínima de 90 dias, especialmente para viagens ou mudanças previstas para o segundo semestre de 2026.
As alterações em Portugal ocorrem em paralelo a mudanças em outros países europeus, como Espanha, França, Alemanha, Itália e Holanda. As medidas incluem novos sistemas de controle, exigências de seguro e entrevistas consulares.
O movimento está ligado à implementação do Entry/Exit System (EES), que prevê o registro biométrico de visitantes de fora da União Europeia, e à tentativa de padronizar critérios de entrada no bloco.
