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Loteria mineira conquista certificação internacional de jogo responsável

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A Da Sorte Loterias, concessionária responsável pelos jogos físicos da Loteria Mineira, conquistou o nível 3 de certificação em jogo responsável da World Lottery Association (WLA). Com o reconhecimento, a empresa se tornou a única operadora privada do Brasil a possuir o mesmo nível de certificação internacional concedido à Caixa Econômica Federal. Em entrevista à 98 News, a representante da área jurídica da empresa, Ana Florença, explicou as medidas adotadas para proteger os apostadores.

Segundo Ana, a certificação foi alcançada após três anos de operação em Minas Gerais e envolve dez frentes de atuação, incluindo treinamento de revendedores, pesquisas e parcerias com psicólogos. A representante destacou a importância de medidas preventivas para reduzir os riscos associados às apostas. “A gente não pode deixar que alguma pessoa tenha algum problema para atuar naquilo, né? A gente precisa atuar antes”, afirmou.

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Questionada sobre as diferenças entre as loterias tradicionais e as plataformas de apostas online, Ana destacou características dos produtos físicos, como a menor frequência de sorteios. “Você tem uma segurança maior quando você tá falando também de um produto físico, né? Um produto que o Trem das 11 tem um sorteio por semana, então você também diminui a quantidade de interações daquele jogador”, explicou.

A representante também abordou a destinação dos recursos arrecadados pela concessionária, que opera a Raspadinha e o Trem das 11 desde 2023. De acordo com ela, parte da receita é transferida à Loteria Mineira para financiar iniciativas sociais. “Hoje a gente repassa 21% de tudo que a gente arrecada pro estado de Minas Gerais e esses valores são necessariamente alocados em projetos sociais”, declarou.

Sobre os efeitos da discussão envolvendo as bets, Ana avaliou que as loterias físicas são menos afetadas pela repercussão negativa das apostas online, principalmente por atingirem públicos diferentes. Ela ressaltou, no entanto, a necessidade de informar a população sobre a finalidade dos jogos tradicionais. “O nosso trabalho de educação da sociedade, do jogador, ele é constante, independente disso”, concluiu.

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Kellen Lanna

Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.

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