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EXCLUSIVO: Marília Melo projeta desestatização da Copasa para o primeiro semestre de 2026

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Após a aprovação legislativa no apagar das luzes de 2025, a companhia trabalha agora nos estudos internos com consultorias para definir o formato da venda (98 News)

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O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) entrou em fase decisiva e já tem data para ser definido. Em entrevista exclusiva à 98 News, nesta quinta-feira (8/1), a presidente da estatal, Marília Carvalho de Melo, revelou que a expectativa do governo é concluir a modelagem e o processo de desestatização ainda no primeiro semestre de 2026.

Após a aprovação legislativa no apagar das luzes de 2025, a companhia trabalha agora nos estudos internos com consultorias para definir o formato da venda. A presidente destacou que o fato de a Copasa já ser uma empresa de economia mista, com capital aberto na bolsa (onde o Estado detém 50,03% das ações), torna o trâmite muito mais ágil do que se fosse uma empresa 100% pública.

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Abastecimento no interior

Um dos pontos mais sensíveis da discussão, que é o atendimento a municípios menores e menos rentáveis, foi pacificado, segundo a presidente. A lei aprovada unificou a Copasa e a sua subsidiária, a Copanor (que atende o Norte e Nordeste de MG), em um bloco único.

Isso garante o chamado “subsídio cruzado”: o lucro das grandes cidades, como Belo Horizonte, financiará a operação nas regiões mais carentes.

“Todos os municípios que estão no bloco aprovado no projeto de lei deverão ser atendidos com garantia de universalização, prestação de serviço de qualidade, modicidade tarifária e tarifa social. Não há de se discutir depois ‘vou atender município X ou Y'”, garantiu Marília.

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O ‘fantasma’ da Enel e a burocracia

Questionada sobre o medo da população em relação à qualidade do serviço, à exemplo da crise da Enel em São Paulo, Marília Melo argumentou que a privatização, na verdade, oferece ferramentas mais rápidas de punição e troca de prestadores de serviço do que a gestão estatal.

“Na administração pública, nós temos amarras em processos licitatórios. (…) Se eu tenho um problema com determinada empresa, tenho muita dificuldade em cancelar aquele serviço imediatamente. Na hora que você privatiza, isso muda”, explicou. Ela reforçou que a Arsae (agência reguladora) foi fortalecida para fiscalizar o novo operador.

Engenheira no comando

Marília Melo, que é engenheira civil e servidora de carreira, destacou que sua gestão técnica visa preparar a empresa para o cumprimento do Marco Legal do Saneamento: 99% de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033.

“Universalizar os serviços mais rapidamente. Essa é a nossa expectativa. (…) Com o capital privado, a gente vai conseguir potencializar os investimentos”, concluiu.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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