O Partido Democrata alcançou a maioria nas duas casas do Congresso americano nas eleições de meio de mandato (as midterms), impondo uma expressiva derrota ao presidente republicano Donald Trump. Com esses resultados, a oposição assume o controle da Câmara dos Deputados e do Senado pelos próximos dois anos, alterando o equilíbrio de poder em Washington.
No Senado, os democratas garantiram 54 das 100 cadeiras, elegendo 20 senadores — dos quais sete conseguiram vitórias de virada em assentos antes ocupados por republicanos. O avanço oposicionista incluiu triunfos em estados tradicionalmente conservadores, como o Texas, onde James Talarico derrotou Ken Paxton, e a Carolina do Sul, onde Annie Andrews venceu Darline Graham.
Na Câmara dos Deputados, na qual todas as 435 cadeiras passaram por renovação, o Partido Democrata atingiu a marca de 225 assentos, garantindo a maioria após virar o jogo em 25 distritos em mais de 10 estados.
Trump vai aceitar resultados, mas não descarta “Sr. Veto”
Diante do revés nas urnas, o presidente Donald Trump declarou em entrevista ao The New York Times que aceitará a derrota e buscará o diálogo com a oposição. “Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou o republicano, completando que pretende trabalhar em conjunto com os democratas para chegar a acordos.
Apesar do tom de cooperação nas declarações oficiais, o presidente deu sinais de resistência ao publicar nas redes sociais a foto de um boné vermelho estampado com a palavra “veto”. Dias antes da apuração, em participação no podcast Pod Force One, Trump já havia antecipado sua linha de ação frente a um Congresso dominado pelos adversários, afirmando que se tornaria o “Sr. Veto” para bloquear projetos da oposição e forçá-los a negociar com o Poder Executivo
