Olha, você acredita que a Lucy, a nossa ancestral mais distante, é a mesma Lucy de Lucy in the Sky with Diamonds, aquela música dos Beatles? Tá, mas vem cá: essa canção não seria uma incitação velada ao uso de LSD? Será que tá todo mundo viajando? Bom, a história é mais complexa que isso.
Em 1974, Donald Johanson descobriu um esqueleto fóssil no deserto da Etiópia. Um exame revelou tratar-se de um hominídeo do sexo feminino com cerca de 3,2 milhões de anos. Donald e seus companheiros tinham chegado à nossa parente mais distante e passaram a noite festejando ao som dos Beatles. De tanto ouvir Lucy in the Sky with Diamonds, uma das pesquisadoras, Pamela Alderman, sugeriu batizar o fóssil de Lucy.
Lucy virou uma celebridade, chegou à cultura pop e até às telas de Hollywood, interpretada pela atriz Scarlett Johansson. Só que Lucy já não é mais considerada o nosso ancestral mais antigo. Descobertas posteriores, feitas em 1994 e 2001, revelaram hominídeos com o dobro da sua idade.
Mas, assim como a Lucy da canção — a menina dos olhos de caleidoscópio viajando sob um céu de marmelada —, a nossa Lucy também não perde a majestade. E você pode vê-la de perto aqui mesmo no Brasil: uma réplica em tamanho real está em exposição no Instituto de Estudos Avançados da USP.
Tá, mas e a história do LSD? Bom, como a letra da música é meio psicodélica, muita gente sugeriu que as iniciais de Lucy in the Sky with Diamonds (LSD) fossem uma referência à droga. Só que, na verdade, a letra foi inspirada por um desenho do Julian Lennon, filho de John Lennon, que tinha então 3 anos de idade.
Curtiu a história? Então coloca um vinil para tocar, porque daqui a pouco eu conto outra.
