No dia 12 de junho de 2025, o BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social — e a FINEP — uma agência pública de financiamento à inovação — divulgaram a seleção de 56 planos de negócio voltados à transformação de minerais estratégicos, com foco na transição energética e descarbonização da economia. O investimento total estimado é de R$ 45,8 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões vêm de recursos públicos — sendo R$ 4 bilhões do BNDES e R$ 1 bilhão da FINEP.
A iniciativa teve grande adesão: 124 propostas enviadas e uma demanda total de R$ 85 bilhões em financiamento.
Os minerais contemplados são essenciais para tecnologias limpas. Entre eles estão:
- Terras raras (10 projetos)
- Lítio (8 projetos)
- Grafite (6 projetos)
- Cobre (4 projetos)
- Silício (4 projetos)
- Além de níquel, titânio e minerais platinoides
Minas Gerais liderou a seleção com 20 projetos aprovados e 35% do valor total dos investimentos. Em seguida, vem a Bahia, com nove projetos selecionados.
Essa iniciativa é parte de uma estratégia maior para fortalecer a autonomia tecnológica brasileira, reduzir a dependência externa, agregar valor localmente e posicionar o país como protagonista na economia de baixo carbono.
E por que isso importa? Por vários fatores:
1. Geopolítica — Minerais estratégicos tornaram-se objeto de disputa global por tecnologias do presente e do futuro, como baterias e eletrificação.
2. Sustentabilidade — Projetos sustentáveis exigem critérios socioambientais rigorosos, alinhando a mineração aos padrões modernos de governança.
3. Movimento regional — Minas Gerais reafirma seu protagonismo mineral, enquanto regiões como o Norte e o Nordeste ganham espaço e descentralizam a inovação industrial no país.
Esse passo reforça que, para transformar recursos minerais em valor concreto, é preciso uma atuação coordenada entre governo, academia e indústria, com responsabilidade socioambiental e visão de longo prazo.