A Copa do Mundo de 2026 promete ser histórica. Além de ser a primeira edição com 48 seleções, o torneio será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. Mas um tema pouco comentado fora de campo já começa a chamar a atenção: a tributação que poderá incidir sobre os valores recebidos pelas seleções e demais participantes da competição. O assunto tem gerado debates porque nem todos serão tributados da mesma forma.
A origem da discussão está na legislação tributária norte-americana e na rede de tratados internacionais firmados pelos Estados Unidos. Em determinadas situações, países que possuem acordos para evitar a dupla tributação podem receber tratamento fiscal mais favorável. Já aqueles que não possuem esse tipo de convenção podem acabar sujeitos a uma carga tributária maior sobre premiações, receitas comerciais e outros rendimentos relacionados ao torneio.
Na prática, isso significa que duas seleções que obtenham resultados semelhantes dentro de campo podem enfrentar consequências financeiras diferentes fora dele. Dependendo do país de origem e dos acordos internacionais existentes, parte relevante dos valores recebidos pode ficar sujeita à tributação nos Estados Unidos, reduzindo o montante efetivamente disponível para federações, atletas e estruturas esportivas.
A discussão também demonstra como as regras tributárias internacionais podem gerar impactos distintos para participantes de uma mesma atividade ou evento. Embora a tributação seja normalmente associada à arrecadação de recursos pelos governos, ela exerce influência direta sobre a circulação de investimentos, a realização de negócios internacionais e a própria competitividade entre países. Nesse contexto, os tratados para evitar a dupla tributação assumem papel fundamental para reduzir conflitos fiscais e proporcionar maior segurança jurídica às operações transnacionais.
A controvérsia envolvendo a Copa do Mundo de 2026 mostra que a tributação pode influenciar resultados econômicos tão relevantes quanto os resultados esportivos. Em um evento que movimentará bilhões de dólares e distribuirá premiações expressivas, a existência ou não de acordos internacionais poderá representar uma diferença significativa nos valores efetivamente recebidos pelas entidades participantes. Mais uma vez, fica evidente que, em um cenário cada vez mais integrado, as regras tributárias ultrapassam as fronteiras nacionais e se tornam um elemento estratégico nas relações econômicas globais.
