A Fifa virou alvo de uma ação judicial e pode ser obrigada a pagar uma indenização de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões na cotação atual) em decorrência da eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026. O processo foi protocolado na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, ex-professor de Harvard, que afirma agir em nome de 91 milhões de iranianos para questionar decisões que teriam prejudicado o desempenho da seleção no torneio.
O principal ponto de indignação relatado no documento foi a anulação de um gol de Shojae Khalilzadeh contra o Egito, nos minutos finais, após revisão do VAR por impedimento. A ação acusa a entidade máxima do futebol de “discriminação flagrante” e argumenta que a invalidação do lance, que garantiria a classificação iraniana à próxima fase, causou uma “humilhação sistemática” e um grande impacto emocional aos torcedores.
Além das polêmicas dentro de campo, a denúncia também expõe graves problemas logísticos enfrentados pela delegação durante o Mundial, como restrições de viagem, negativas de visto para membros da comissão e a necessidade de transferir a base de treinamentos para o México. Caso a ação coletiva seja bem-sucedida e a Fifa seja condenada, o autor do processo garantiu que parte da quantia bilionária será destinada ao financiamento de programas esportivos para jovens no Irã.
*Estagiário sob supoervisão do coordenador Leandro Cabido
